Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, Mette Frederiksen, primeira-ministra da Dinamarca, e Jens-Frederik Nielsen, primeiro-ministro da Groenlândia, assinaram nesta terça-feira um acordo de segurança sobre o território autônomo groenlandês. O pacto amplia a presença de tropas militares estadunidenses na ilha e atribui aos EUA a responsabilidade pela segurança do território.
O documento mantém a soberania e a integridade territorial do Reino da Dinamarca e reconhece o direito à autodeterminação da Groenlândia. A formulação ocorre depois de meses de pressão de Trump para que a Dinamarca cedesse o território ultramarino aos Estados Unidos. O presidente estadunidense chegou a ameaçar empregar forças militares para tomar a região.
Durante o discurso, Trump afirmou que os Estados Unidos começariam imediatamente a construir duas grandes bases militares na Groenlândia. Nielsen declarou que a ilha tem papel relevante para a segurança da América do Norte e para a segurança transatlântica. “Este acordo reflete que entendemos nossa responsabilidade e agimos de acordo com ela”, afirmou o primeiro-ministro.
A Groenlândia é um território autônomo dinamarquês situado entre os continentes americano e europeu. O acordo foi firmado no período em que líderes dos países-membros das Nações Unidas participam, entre 22 e 28 de setembro, da 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, nos Estados Unidos.



