O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, afirmou que não pretende demitir servidores públicos caso seja eleito. A proposta apresentada por ele prevê a valorização e o treinamento dos profissionais, enquanto a estrutura de cargos de confiança da administração federal passaria por uma revisão.
Durante entrevista ao SBT Brasil, Cury disse que existem 50 mil cargos de confiança e que parte deles poderá ser eliminada. “Nós não vamos despedir colaboradores públicos”, afirmou. Segundo o candidato, os postos seriam avaliados, com a possibilidade de corte de 30%.
Cury não apresentou uma relação dos ministérios que pretende extinguir. Ele declarou que a divulgação antecipada dessas medidas poderia aumentar a polarização durante a campanha. Entre as possibilidades mencionadas está a união do Ministério da Agricultura com o Ministério da Pesca.
O candidato também defendeu uma auditoria na estrutura do Estado para localizar despesas passíveis de redução. De acordo com ele, uma reorganização da máquina pública poderia gerar economia equivalente a até 2% do Produto Interno Bruto (PIB). Ele, no entanto, não explicou como esse resultado seria alcançado.
Questionado sobre ações concretas para o ajuste fiscal, Cury reconheceu que diminuir o número de ministérios teria impacto limitado nas despesas públicas. Ele voltou a defender a extinção de cargos comissionados considerados dispensáveis, que classificou como políticos.
Ao ser perguntado se começaria o governo fazendo uma “limpa” na Esplanada dos Ministérios, respondeu que sim. O candidato diferenciou os ocupantes desses cargos dos servidores concursados e reiterou que não pretende demitir estes últimos.
Apesar das declarações, Cury não informou quantos cargos seriam eliminados nem qual economia seria obtida com a medida. Também não detalhou quais ministérios poderiam deixar de existir, além da possibilidade de integração entre Agricultura e Pesca.



