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Augusto Cury defende apuração sobre Moraes e mudanças no STF

Presidenciável quer indicar duas mulheres à Corte, estabelecer novos critérios para nomeações e limitar o mandato de ministros a oito anos.

Augusto Cury cobra apuração sobre Moraes e propõe novos critérios na escolha de membros do STF
Foto: Divulgação/Avante/CP

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) defendeu a apuração das mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. As mensagens foram encontradas pela Polícia Federal no celular do banqueiro, que acompanhava as investigações sobre a instituição e acabou preso.

Após uma reunião com José Wellington Costa Jr., vice-presidente da Assembleia de Deus, Cury afirmou que nenhum integrante do poder público deve ser poupado de prestar contas. “Se o Alexandre de Moraes deve, ele tem que provar que não deve e, se deve, [responder] até as últimas consequências”, disse.

O presidenciável também declarou que ministros do Supremo devem satisfação à sociedade e associou essa obrigação ao papel dos contribuintes. A manifestação ocorreu durante a repercussão de um relatório da Polícia Federal elaborado a partir dos dados extraídos do celular de Vorcaro.

Critérios para novas indicações

Cury disse que, caso seja eleito, pretende indicar duas mulheres para as próximas vagas do STF. Cármen Lúcia é atualmente a única mulher entre os dez ministros em exercício. O candidato afirmou ainda que pretende considerar currículo acadêmico e trajetória profissional que, na avaliação dele, comprovem reputação ilibada.

Entre os critérios defendidos por Cury estão ter mais de 50 anos e não ter mantido filiação partidária nos cinco anos anteriores à indicação. Essas exigências não estão previstas na Constituição como requisitos para a escolha de ministros do Supremo.

O candidato também quer priorizar integrantes de carreiras jurídicas. Na proposta apresentada, dois terços dos ministros teriam carreira na magistratura; dois ou três viriam do Ministério Público; e um seria advogado.

Atualmente, a Constituição exige idade superior a 35 e inferior a 70 anos, notável saber jurídico e reputação ilibada. A indicação é feita pelo presidente da República e depende da aprovação da maioria absoluta do Senado. A legislação não exige experiência prévia na magistratura nem estabelece quarentena para pessoas filiadas a partidos.

Cury defendeu ainda mandato de oito anos para ministros do STF, em substituição ao modelo atual, que permite a permanência no cargo até a aposentadoria compulsória aos 75 anos.

A próxima Presidência poderá indicar nomes para uma cadeira aberta desde a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou Jorge Messias, advogado-geral da União, mas o Senado rejeitou a indicação em abril deste ano, por 42 votos a 34.

Além dessa vaga, Luiz Fux atingirá 75 anos em abril de 2028; Cármen Lúcia, em abril de 2029; e Gilmar Mendes, em dezembro de 2030.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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