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Augusto Cury defende que condenados ligados a Vorcaro não recebam votos

Candidato do Avante também pediu julgamento público e rápido no STF e propôs auditoria da máquina pública e redução dos juros.

Augusto Cury diz que quem está na lista de Vorcaro e for condenado 'não merece voto'
Foto: Yuri Murakami/F/2.8 News/Estadão Conteúdo

O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) afirmou nesta terça-feira (15), durante evento de campanha na Avenida Paulista, que políticos presentes na lista de contatos de Daniel Vorcaro ou envolvidos nas investigações sobre o ex-banqueiro, caso sejam condenados, não deveriam receber votos nas eleições.

“Quem está na lista do Vorcaro e for condenado, não merece o seu voto”, declarou Cury. Ele também pediu ao ministro Edson Fachin e aos demais integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) que conduzam um julgamento público, televisionado e rápido dos casos relacionados às suspeitas.

A manifestação ocorreu no mesmo dia em que o STF analisou a possibilidade de abrir uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por uma suposta relação com Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A sessão terminou sem decisão depois que o ministro Flávio Dino pediu vista. É a primeira vez que a Corte examina a abertura de uma investigação criminal contra um de seus próprios ministros.

Vorcaro está preso no âmbito da Operação Compliance Zero. As apurações envolvem suspeitas de fraudes financeiras no Banco Master e a tentativa de aquisição da instituição pelo Banco de Brasília (BRB). Entre os elementos examinados pelo STF estão dados retirados do celular do ex-banqueiro.

Juros, gastos públicos e eleitores

Ao falar sobre as demandas ouvidas durante a campanha, Cury mencionou o endividamento das famílias e defendeu a redução dos juros associada à responsabilidade fiscal. “Várias pessoas aqui não dormem mais à noite, porque fazem conta todas as noites, inclusive pela madrugada”, afirmou.

O candidato disse que pretende auditar a máquina pública, reduzir despesas e revisar cargos políticos, preservando os funcionários públicos. Também afirmou ter conversado com economistas para elaborar uma proposta de redução da estrutura estatal.

Segundo Cury, parte do dia foi dedicada a conversas com eleitores na Paulista. Ele relatou ter ouvido pessoas que perderam a esperança no país e críticas ao STF, ao Congresso Nacional e ao Executivo.

O candidato apresentou sua candidatura como uma alternativa à polarização entre direita e esquerda. Disse que pretende unir o Brasil e afirmou não estar concorrendo por interesse no poder.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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