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Caiado pede investigação sobre caso Master e questiona permanência de Moraes no STF

Candidato do PSD também defendeu transparência nas apurações e apresentou posições sobre segurança, jornada de trabalho e Previdência.

Caiado critica novas revelações do caso Master
Foto: Fabíola Sinimbú/Agência Brasil

Ronaldo Caiado, candidato à Presidência da República pelo PSD, ampliou as críticas ao caso do Banco Master após a retirada do sigilo de um relatório da Polícia Federal. O documento reúne mensagens entre Daniel Vorcaro, fundador do banco, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça.

Caiado afirmou que Moraes não reúne condições para continuar no STF e criticou o que classificou como deterioração institucional. Em publicações nas redes sociais, também apresentou Mendonça como uma esperança e pediu que o ministro mantivesse a condução das apurações. Depois, foi divulgado que Mendonça havia se encontrado em segredo com Vorcaro, em março de 2025.

Durante uma visita ao Mercado Municipal de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, Caiado comentou ainda as discussões envolvendo Vorcaro e Flávio Bolsonaro. Para o candidato, não seria suficiente tratar o episódio como uma questão encerrada. Em uma sabatina, voltou a dizer que a permanência de Moraes na Corte representaria um desrespeito à sociedade e defendeu que o STF afastasse imediatamente o ministro.

Posições sobre segurança e trabalho

Caiado se opôs à obrigatoriedade de câmeras corporais em operações policiais. Segundo ele, agentes precisam de liberdade para agir em situações de confronto, que comparou a um campo de guerra. Ao ser questionado sobre o coronel Edson Raiado, denunciado sob acusação de executar três pessoas, afirmou que o caso deve ser examinado por uma corregedoria técnica e independente. Se houver responsabilidade individual, disse, o agente deve responder por ela, sem que isso seja estendido a toda a polícia.

O candidato também rejeitou a extinção da escala 6x1, embora tenha declarado apoio à escala 5x2, desde que a mudança considere os diferentes setores da economia e os efeitos sobre pequenas e microempresas.

Na discussão sobre o caso Master, Caiado defendeu a investigação de uma suposta negociação de propina atribuída a Vorcaro e relacionada a Gilberto Kassab, presidente do PSD e candidato a vice em sua chapa. Para ele, a Polícia Federal e o STF devem abrir os dados para que a população conheça os fatos antes de votar.

Programa de governo

Caiado anunciou Ratinho Júnior, governador do Paraná, como futuro ministro da Infraestrutura. Também afirmou que pretende reduzir filas de cirurgias eletivas do SUS por meio da contratação de serviços de instituições filantrópicas, Santas Casas e hospitais particulares, em uma política chamada Agiliza SUS.

O coordenador econômico Roberto Brant, porém, declarou que a equipe pretende suspender temporariamente, por dois ou três anos, aposentadorias, pensões, benefícios previdenciários e programas sociais para promover um ajuste fiscal. Brant afirmou que esses gastos consomem 60% da receita corrente líquida da União e disse que o salário mínimo continuaria a crescer acima da inflação.

A declaração contrasta com a posição apresentada por Caiado, que havia afirmado não pretender alterar valores da aposentadoria e da Previdência Social. Brant também disse que ainda não há uma posição definitiva sobre uma nova reforma da Previdência e que os programas de crédito subsidiado seriam reduzidos para determinadas categorias.

As pesquisas divulgadas nesta semana registraram Caiado com 1% e 2% das intenções de voto no primeiro turno, em levantamentos diferentes. As duas também apontaram derrota do candidato em uma simulação de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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