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Datafolha aponta divisão sobre candidatura de Flávio Bolsonaro após diálogos com Vorcaro

Levantamento mostra que 48% defendem a saída do senador da disputa presidencial, enquanto 44% preferem a manutenção da candidatura.

Para 48%, Flávio deveria desistir da candidatura após polêmica com Vorcaro

A candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República em 2026 enfrenta uma opinião pública dividida após o vazamento de conversas entre o senador e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Pesquisa Datafolha divulgada em 22 aponta que 48% dos entrevistados defendem que Flávio abra mão da disputa e apoie outro candidato. Para 44%, ele deveria manter a candidatura; 8% não souberam responder.

Entre os eleitores que declararam apoio ao senador, o resultado é diferente. Nesse grupo, 88% consideram que Flávio deve permanecer candidato, enquanto 10% defendem a substituição por outro nome e 2% não souberam responder.

Avaliação das conversas

O levantamento também mediu a avaliação dos entrevistados sobre o pedido de apoio financeiro feito por Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro para viabilizar a produção de um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para 64%, o senador agiu mal; 25% avaliaram que ele agiu bem; e 11% não souberam responder.

Após confirmar a autenticidade dos diálogos, Flávio justificou a solicitação: “Um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai”. Em outra mensagem, dirigida a Vorcaro, o parlamentar escreveu: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente”.

A proximidade entre os dois também foi questionada. Para 72% dos entrevistados, Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro têm uma relação próxima. Outros 15% discordaram, enquanto 13% não souberam responder.

O Datafolha perguntou ainda sobre o impacto das conversas na disposição de voto. Antes de tomar conhecimento delas, 38% afirmavam considerar votar em Flávio Bolsonaro, e 62% diziam que não pensavam em votar nele. Entre os que já cogitavam apoiar o senador, 67% afirmaram que a confiança não mudou, 18% disseram que ela diminuiu, 14% relataram aumento e 1% não soube responder.

Simulações eleitorais

Nas simulações contra Luiz Inácio Lula da Silva, o atual presidente aparece à frente no segundo turno, com 47% das intenções de voto, contra 43% de Flávio Bolsonaro. No primeiro turno, Lula registra 40%, e Flávio, 31%. A diferença, de acordo com o levantamento, passou de 3 para 9 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior.

Em um cenário de mudança na chapa, Michelle Bolsonaro é o nome mais citado para representar o campo conservador, com 39%. Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem com 17% cada um; Eduardo Bolsonaro, com 10%. Outros 9% não souberam responder, e 8% não escolheriam nenhum dos nomes apresentados.

A pesquisa também mediu o grau de conhecimento sobre o episódio. Cerca de 30% disseram ter tomado conhecimento das conversas e estar bem informados, enquanto 36% afirmaram não ter acompanhado o caso.

O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas em todo o território nacional entre 20 e 22 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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