A primavera, que começa nesta terça-feira, 22, às 21h05, no horário de Brasília, deve ser marcada por calor intenso, temporais e mudanças no regime de chuvas provocadas pela influência de um El Niño de intensidade muito forte. O fenômeno pode ser o mais intenso já registrado pela ciência, de acordo com a Climatempo.
São Paulo e Mato Grosso do Sul devem receber mais chuva do que o normal ao longo da estação. Nos dois estados, há grande risco de temporais, sobretudo durante a passagem de frentes frias. A previsão para São Paulo é de alternância entre períodos de calor intenso e tempestades, com temperatura média inferior à esperada para as regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste do país.
A Climatempo afirma que a primavera brasileira costuma combinar elevação das temperaturas, retorno gradual das chuvas e aumento dos temporais. Em 2026, o calor deve ser mais intenso do norte de Mato Grosso do Sul e de São Paulo até a região Norte do país. As primeiras ondas de calor podem ocorrer já em outubro, com risco maior especialmente na segunda quinzena do mês.
“Embora a influência do fenômeno já venha sendo sentida desde o início do inverno, é durante a primavera que os impactos do El Niño ficarão mais evidentes no Brasil”, disse a empresa de meteorologia.
Chuva acima da média no Sul
A tendência é de muita chuva nas regiões centro-sul de São Paulo e Mato Grosso do Sul e em todo o Sul do Brasil. Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul devem registrar precipitação acima da média em todos os meses da estação.
Durante a última primavera com El Niño no Brasil, em 2023, foram registradas temperaturas de 35°C em Curitiba, 37,7°C em São Paulo, 42,5°C no Rio de Janeiro e 39,7°C em Goiânia. Em 19 de novembro, Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, atingiu 44,8°C, estabelecendo um novo recorde histórico de calor no Brasil.
A previsão também aponta deficiência de precipitação no Pará e no Amazonas, situação que deve causar transtornos para a população ribeirinha. O El Niño ocorre a cada dois a sete anos, quando os ventos alísios enfraquecem temporariamente e permitem que águas quentes do Pacífico se movam para o leste.


