GOIÁS — A Agrodefesa ampliou um processo administrativo disciplinar para investigar se Guias de Trânsito Animal (GTAs) registraram informações falsas sobre a origem de bovinos furtados de uma fazenda em Orizona. Os documentos apontariam como procedência dos animais uma propriedade em Vianópolis pertencente a um servidor da própria agência, também investigado no caso.
A apuração passou a incluir a hipótese de falsidade ideológica, prevista no artigo 299 do Código Penal. A suspeita será analisada porque os animais teriam sido retirados de uma fazenda diferente daquela indicada nas guias. A inclusão dessa possibilidade no procedimento não representa, contudo, comprovação da irregularidade. A investigação administrativa continua em andamento.
Função das guias
A GTA acompanha a carga de animais durante o deslocamento e reúne dados como os locais de saída e de destino dos bovinos. Essas informações permitem aos órgãos de defesa agropecuária monitorar a movimentação do rebanho.
No caso investigado, o processo busca esclarecer se os registros apresentados nos documentos correspondiam à origem real dos animais transportados. A falsidade ideológica ocorre quando uma informação falsa é inserida em documento com o objetivo de alterar a verdade sobre um fato juridicamente relevante.
Processo sob sigilo
A Agrodefesa informou que mantém restritos os detalhes do procedimento por se tratar de um processo administrativo disciplinar em andamento. A agência declarou que o sigilo busca preservar a investigação e permitir, caso as irregularidades sejam comprovadas, a responsabilização dos envolvidos.
O órgão também afirmou que não compactua com práticas ilícitas e mantém procedimentos para apurar suspeitas de irregularidades.


