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Hospital do Rio atende 20 pessoas após uso compartilhado de lanceta em escola

Secretaria Municipal de Saúde orientou atendimento em até 72 horas; caso é investigado pela 42ª Delegacia de Polícia.

Hospital do Rio atende 20 pessoas após uso compartilhado de lanceta em escola
Foto: Reprodução/TV Globo

O Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, recebeu 20 pessoas que relataram exposição de risco durante uma feira de ciências do Colégio-Curso Tamandaré. Os pacientes foram atendidos, avaliados e iniciaram o protocolo de profilaxia pós-exposição, informou a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS).

A pasta foi acionada depois que uma aluna utilizou uma mesma agulha em até três pessoas durante uma atividade sobre diabetes. O episódio ocorreu na unidade Recreio II, na zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã de sábado, 12.

A escola informou que a estudante levou, por iniciativa própria, um lancetador e uma caixa de lancetas descartáveis. Os equipamentos poderiam ser exibidos no estande, mas não deveriam ser usados para medir a glicemia de visitantes. Segundo o Colégio-Curso Tamandaré, a aluna realizou medições sem autorização, enquanto algumas pessoas se aproximaram voluntariamente da apresentação.

Professores interromperam a atividade assim que perceberam o que acontecia, recolheram o aparelho e as lancetas e orientaram a responsável pela estudante, que acompanhava o trabalho, sobre a gravidade do caso. Uma apuração interna confirmou o compartilhamento da agulha.

Orientação médica e acompanhamento

A SMS orientou que as pessoas submetidas ao procedimento procurassem uma unidade de saúde em até 72 horas, período em que medidas preventivas são eficazes. A secretaria também informou que equipes das vigilâncias epidemiológica e sanitária acompanham o caso.

“As pessoas que passaram por esse tipo de situação devem procurar uma unidade de saúde o quanto antes”, afirmou a SMS. A secretaria não informou, no comunicado, a identidade dos pacientes atendidos.

O colégio declarou que dez alunos relataram ter participado do procedimento e que todos recebem apoio médico e psicológico. A instituição ressaltou que a exposição não significa contaminação, mas exige acompanhamento até a conclusão do caso.

Nesta segunda-feira, 14, uma equipe do Centro Municipal de Saúde Harvey Ribeiro de Souza Filho esteve na escola para localizar alunos que ainda não haviam procurado atendimento e esclarecer dúvidas. O colégio também disponibilizou uma psicóloga para estudantes e familiares e contratou uma infectologista pediátrica, que atenderá as famílias na instituição a partir de quinta-feira, 17.

Investigação

A 42ª Delegacia de Polícia, do Recreio dos Bandeirantes, investiga o caso. A Polícia Civil informou que ouvirá testemunhas e realizará outras diligências para apurar o que ocorreu.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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