RIO DE JANEIRO — O Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, recebeu 20 pessoas que relataram exposição de risco durante uma feira de ciências do Colégio-Curso Tamandaré. Os pacientes foram atendidos, avaliados e iniciaram o protocolo de profilaxia pós-exposição, informou a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS).
A pasta foi acionada depois que uma aluna utilizou uma mesma agulha em até três pessoas durante uma atividade sobre diabetes. O episódio ocorreu na unidade Recreio II, na zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã de sábado, 12.
A escola informou que a estudante levou, por iniciativa própria, um lancetador e uma caixa de lancetas descartáveis. Os equipamentos poderiam ser exibidos no estande, mas não deveriam ser usados para medir a glicemia de visitantes. Segundo o Colégio-Curso Tamandaré, a aluna realizou medições sem autorização, enquanto algumas pessoas se aproximaram voluntariamente da apresentação.
Professores interromperam a atividade assim que perceberam o que acontecia, recolheram o aparelho e as lancetas e orientaram a responsável pela estudante, que acompanhava o trabalho, sobre a gravidade do caso. Uma apuração interna confirmou o compartilhamento da agulha.
Orientação médica e acompanhamento
A SMS orientou que as pessoas submetidas ao procedimento procurassem uma unidade de saúde em até 72 horas, período em que medidas preventivas são eficazes. A secretaria também informou que equipes das vigilâncias epidemiológica e sanitária acompanham o caso.
“As pessoas que passaram por esse tipo de situação devem procurar uma unidade de saúde o quanto antes”, afirmou a SMS. A secretaria não informou, no comunicado, a identidade dos pacientes atendidos.
O colégio declarou que dez alunos relataram ter participado do procedimento e que todos recebem apoio médico e psicológico. A instituição ressaltou que a exposição não significa contaminação, mas exige acompanhamento até a conclusão do caso.
Nesta segunda-feira, 14, uma equipe do Centro Municipal de Saúde Harvey Ribeiro de Souza Filho esteve na escola para localizar alunos que ainda não haviam procurado atendimento e esclarecer dúvidas. O colégio também disponibilizou uma psicóloga para estudantes e familiares e contratou uma infectologista pediátrica, que atenderá as famílias na instituição a partir de quinta-feira, 17.
Investigação
A 42ª Delegacia de Polícia, do Recreio dos Bandeirantes, investiga o caso. A Polícia Civil informou que ouvirá testemunhas e realizará outras diligências para apurar o que ocorreu.


