GOIÂNIA — A florada do ipê-branco em Goiânia acontece depois que a árvore perde as folhas e atravessa o período de estiagem com os galhos desnudos. A estratégia, chamada de caducifolia, reduz a perda de água e permite concentrar energia na produção das flores.
A espécie, identificada como Tabebuia roseoalba, é nativa do Cerrado e também da Mata Atlântica. Na capital goiana, há cerca de 50 mil ipês distribuídos por diferentes pontos. A floração costuma ocorrer entre agosto e outubro, de acordo com informações da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma).
O que desencadeia a floração
Segundo Jarina Padial, engenheira agrônoma da Amma, a queda das temperaturas nos meses que antecedem a florada, especialmente junho e julho, somada à estiagem, favorece o florescimento. Com a copa sem folhas, as flores brancas — que também podem ter tonalidade levemente rosada — ocupam os galhos e alteram temporariamente a paisagem de avenidas, praças e canteiros centrais.
A florada pode durar até cinco dias. O momento de maior intensidade costuma se concentrar em aproximadamente dois dias, mas a duração varia conforme a força da floração e dos ventos, que podem derrubar as flores.
Uso na arborização urbana
O porte menor e as raízes profundas estão entre as características que favorecem o plantio da espécie em áreas urbanas. De acordo com a engenheira agrônoma, o ipê-branco pode ser usado em parques, praças e canteiros centrais com menor possibilidade de conflitos com calçadas e tubulações.
As flores são visitadas por abelhas e outros polinizadores. A árvore também produz frutos alongados, cujas sementes podem ser levadas pelo vento.
A presença dos ipês integra a relação de Goiânia com a arborização urbana. Ruas, praças e parques fazem parte de uma paisagem associada ao verde, enquanto a florada do ipê-branco acrescenta uma transformação breve: depois de alguns dias, as flores caem e os galhos voltam a ficar mais discretos.


