BRASÍLIA — A lancha que explodiu no Lago Paranoá, no último domingo (20), percorreu cerca de 10 metros antes de parar e apresentar dificuldade para ser religada, relatou o engenheiro civil e compositor Thawan Alves, que estava a bordo. Um marinheiro tentou dar a partida novamente, sem sucesso. Depois que outro profissional mexeu na embarcação, ela voltou a funcionar e explodiu pouco depois.
Entre 13 e 14 pessoas participavam do passeio. A maioria era de Goiânia, e parte dos passageiros não se conhecia diretamente, embora tivesse amigos em comum. A atividade foi organizada de última hora, sem relação com uma comemoração específica. Um amigo ficou encarregado dos preparativos, enquanto os demais participantes pagariam os custos depois que o valor fosse levantado.
Passageiros não identificaram risco
Thawan afirmou que ninguém percebeu que a parada poderia representar perigo. Ele disse que já havia andado de lancha antes, mas não tinha conhecimento suficiente para avaliar se o problema era anormal ou indicava algum risco.
A condução da embarcação estava sob responsabilidade dos marinheiros. Os passageiros, segundo o compositor, apenas acompanhavam o trabalho dos profissionais. Ele afirmou não saber o que provocou a explosão, nem quem era o proprietário da lancha, qual empresa havia fornecido o veículo ou quem contratara os marinheiros.
O amigo responsável pela organização também ficou ferido e ainda não conseguiu esclarecer as informações sobre a contratação. Os detalhes devem ser conhecidos quando ele estiver em condições de falar sobre o passeio.
Feridos permanecem sob cuidados médicos
A médica dermatologista Maize Oliveira foi uma das pessoas que sofreram ferimentos mais graves, conforme o relato de Thawan. Ela está consciente, se comunica e não corre risco de vida. A previsão é que permaneça internada por mais alguns dias para tratar as queimaduras.
Outros amigos do compositor continuam hospitalizados e recebem acompanhamento médico. Até onde ele conseguiu saber, todos estão fora de risco de vida.
A Marinha do Brasil investiga as circunstâncias do acidente. O laudo deverá indicar as possíveis causas da explosão.


