A liberação dos restos mortais de Jefferson de Oliveira, de 43 anos, pode levar até 10 dias a partir de quinta-feira (17/09), informou o Instituto Médico-Legal (IML). O prazo é o limite previsto para a conclusão dos procedimentos que ainda devem esclarecer a causa da morte, após a confirmação da identidade.
A família aguarda a liberação para realizar o sepultamento no jazigo familiar, no Cemitério Municipal de Aparecida de Goiânia. Claudiane Dias de Jesus, cunhada de Jefferson, afirmou que parentes têm se reunido diariamente na casa da mãe dele, onde enfrentam o velório sem a presença do corpo. “A gente fica mais destruído, porque é um sofrimento muito grande”, disse.
Identificação e perícia
A identificação foi feita com base em laudos e documentos entregues pela família. O material serviu de referência para exames antropológicos conduzidos pela Seção de Antropologia Forense e Odontologia Legal (Safol), do IML de Goiânia.
Os restos mortais foram localizados pela Polícia Civil por volta das 17h30 de 16 de setembro, em uma área de mata situada a aproximadamente 2 quilômetros do local onde ocorreu o acidente. Os investigadores encontraram uma ossada, roupas, um tênis e o aparelho ortodôntico usado por Jefferson. Pessoas próximas reconheceram os pertences, que contribuíram para a confirmação da identidade.
Segundo o legista responsável pela análise, Jefferson foi encontrado de bruços, com os membros parcialmente flexionados. A posição pode estar relacionada a circunstâncias diferentes, entre elas uma queda ou o fato de ele ter se deitado antes de morrer. Dor e exposição ao frio também podem influenciar a disposição do corpo. A dinâmica da morte será definida a partir da análise conjunta desses fatores, dos demais vestígios e dos resultados periciais.
Desaparecimento
Jefferson desapareceu em 25 de julho, depois de sofrer um acidente no Setor Vale do Sol, em Aparecida de Goiânia. Ele dirigia por volta das 10h30 quando bateu em um poste. Conforme o delegado Sérgio Henrique, responsável pela investigação, Jefferson deixou o carro cambaleando e foi hostilizado por testemunhas que suspeitavam de embriaguez. Depois desse episódio, não foi mais localizado.
O IML informou que os procedimentos continuam em andamento. A estimativa do tempo de morte e a existência de vestígios no solo ou de outras informações preliminares dependem da conclusão da perícia.

