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MP determina perícia na Montezum e cobra documentos sobre acidente no Hopi Hari

Promotoria de Vinhedo pediu análise do carrinho, da estrutura da atração e dos prontuários da jovem que sofreu traumatismo craniano.

MP determina perícia na Montezum e cobra documentos sobre acidente no Hopi Hari

A 2ª Promotoria de Justiça de Vinhedo determinou o retorno do caso à Delegacia de Polícia do município para novas diligências sobre o episódio envolvendo uma visitante da montanha-russa Montezum, do Hopi Hari. Entre as medidas solicitadas estão a perícia no carrinho usado pela jovem e na estrutura da atração, além da análise de documentos médicos e de esclarecimentos sobre o sistema de imagens do parque.

O pedido foi protocolado em 24 de agosto de 2026. A Polícia Civil de São Paulo informou que o processo estava no Juizado Especial Criminal (Jecrim) de Vinhedo e voltou recentemente à delegacia. A corporação aguarda o laudo da perícia técnica.

Perícia e prontuários

O Ministério Público pediu ao Instituto de Criminalística uma avaliação das condições de manutenção, do funcionamento do equipamento e de possíveis falhas de segurança ou riscos estruturais capazes de provocar lesões semelhantes. Também solicitou ao Instituto Médico-Legal um exame de corpo de delito indireto, com base na integralidade dos prontuários da vítima.

A promotoria requisitou ainda documentos do ambulatório do Hopi Hari, da Santa Casa de Vinhedo e do Hospital Unimed de Londrina. O parque deverá esclarecer o funcionamento do sistema de fotos comerciais da Montezum. A administração afirma que não existem câmeras no trecho de descida, enquanto a defesa sustenta que há um ponto de captação de imagens comercializado no local.

A defesa de Júlia pediu uma inspeção presencial para catalogar, fotografar e examinar sensores, câmeras e demais dispositivos instalados no percurso, confrontando esses elementos com as informações fornecidas pelo parque.

O episódio

O caso ocorreu em 20 de abril deste ano. Julia Rimoli Bossoni, administradora de 28 anos, estava no parque com o marido quando passou mal durante a segunda passagem pela Montezum. Ela sofreu traumatismo craniano e perdeu parte dos movimentos. De acordo com João Pedro Bossoni Dionisio, marido da jovem, o trauma foi decorrente dos fortes impactos e solavancos da atração.

A visitante permaneceu internada por 57 dias em Vinhedo e depois foi transferida para Londrina, no Paraná. O Hopi Hari informou que ela teve uma convulsão na segunda passagem, recebeu primeiros socorros no ambulatório e foi levada à Santa Casa de Vinhedo. Segundo o parque, a direção acompanhou o atendimento e custeou as despesas durante a permanência na cidade.

Posição do parque

O Hopi Hari afirma que a Montezum tem certificação internacional emitida pelo Grupo TUV Nord e que passa por inspeções anuais. A empresa também diz seguir a norma nacional para parques de diversões ABNT NBR 15926-2023, além de adotar treinamentos e protocolos de segurança.

O parque declarou que a jovem entrou na atração duas vezes no mesmo dia: a primeira às 11h e a segunda, cerca de cinco horas depois, por volta de 16h30. Também informou que, de janeiro de 2026 até o momento, mais de 870 mil pessoas frequentaram o parque, das quais aproximadamente 470 mil passaram pela Montezum.

Em manifestação citada pelo Hopi Hari, o Ministério Público afirmou não haver risco coletivo, defeito no projeto ou negligência sob a ótica da tutela coletiva e difusa da segurança e da saúde dos consumidores. A empresa acrescentou que a atração é submetida a inspeções diárias na estrutura, nos trilhos, nas fixações, nas travas, nos cintos, nos sensores, nos painéis elétricos e nos sistemas de frenagem.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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