FORMOSO — A apreensão de armas, veículos, cheques, notas promissórias, celulares e documentos ampliou a investigação sobre um grupo suspeito de agiotagem, extorsão e cobrança violenta de dívidas. O material foi recolhido durante uma operação conjunta das polícias civis de Goiás e do Distrito Federal e será analisado para identificar possíveis vítimas, integrantes e ramificações da organização.
Sete pessoas foram presas preventivamente e permanecem à disposição da Justiça. Entre os detidos estão um sargento aposentado da Polícia Militar, dois homens apontados como líderes do grupo e um jovem. A participação individual de cada investigado ainda será apurada.
Apuração começou no Distrito Federal
A investigação teve início no Distrito Federal após a polícia tomar conhecimento de um caso envolvendo uma suposta vítima. Conforme a apuração, uma pessoa teria sido submetida a cobranças violentas e tirado a própria vida. Depois da morte, os suspeitos teriam direcionado cobranças e tentativas de extorsão aos familiares.
O grupo é investigado por oferecer dinheiro com juros considerados abusivos e recorrer a ameaças e violência para exigir os pagamentos. A organização teria cerca de 15 integrantes. Os principais líderes estariam concentrados em Formoso, na região Norte de Goiás, mas a atuação alcançaria diferentes estados, incluindo o Distrito Federal.
As ordens judiciais também resultaram na apreensão de carros, armas, celulares, documentos, cheques e notas promissórias. A análise dos itens deverá orientar novas etapas da investigação.
Caso sejam condenados pelos crimes investigados, os suspeitos podem receber penas de mais de 20 anos de prisão.
Em nota, a Polícia Militar informou que o sargento está na reserva remunerada e não mantém vínculo com o serviço ativo. A corporação afirmou que sua Corregedoria acompanhou o cumprimento da medida judicial e acompanha o caso. “O caso está sob apreciação do Poder Judiciário”, declarou a instituição, que disse que adotará as medidas pertinentes no momento oportuno.


