APARECIDA DE GOIÂNIA — Mais de 200 pedidos de acolhimento não são atendidos atualmente nas instituições mantidas pelo padre Luiz Augusto por falta de vagas. O religioso afirma que também enfrenta dificuldades financeiras para manter os espaços, cuja folha de pagamento se aproxima de R$ 400 mil.
O trabalho é realizado nas casas Mateus 25, Casa dos nossos Pais e Casas dos nossos dos Filhos. Segundo Luiz Augusto, os locais recebem crianças, adultos e idosos em situação de abandono, além de pessoas doentes que precisam de cuidados. A rotina inclui ainda visitas a presídios e a locais onde ele presta assistência espiritual e acompanha pessoas em situação de vulnerabilidade.
O episódio com Branquinho
A repercussão sobre o padre começou após a circulação de um vídeo em que ele aparece segurando pela coleira o cachorro Branquinho. Luiz Augusto afirma que a gravação foi tirada de contexto e nega que tenha tentado machucar o animal. “Apenas o segurei para que não sujasse a batina”, declarou.
De acordo com o religioso, Branquinho é agitado e pulou em sua batina quando ele se preparava para sair para uma agenda de visitas. A contenção teria sido momentânea. O cão vive em uma propriedade ampla, onde pode correr e brincar, e recebe acompanhamento veterinário e alimentação adequada.
O cachorro foi resgatado ainda filhote pelo padre, junto com dois irmãos. Os outros animais foram adotados por uma fiel, enquanto Branquinho permaneceu com Luiz Augusto. O religioso diz que mantém um vínculo forte com o cão e que guarda outros registros em que aparece cuidando e brincando com animais.
Críticas e trajetória
Luiz Augusto também relacionou a repercussão a uma publicação feita na mesma terça-feira (15), intitulada “A Farra Politiqueira”. Para ele, o episódio pode ter sido uma retaliação. O padre relatou ter ficado abalado e disse que se incomodou ao perceber que as críticas poderiam atingir pessoas próximas.
Em vídeo publicado em janeiro, ele havia mostrado momentos do resgate de Branquinho e defendido o cuidado com os animais como parte de sua missão. Antes de seguir a vida religiosa, cursou Medicina Veterinária na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estudou em Colégio Agrícola.
Luiz Augusto nasceu no campo e é responsável pelas três instituições ligadas à comunidade. Segundo ele, parte de seu cotidiano passou a ser registrada por um fiel para divulgar as ações e ajudar na arrecadação de doações destinadas às casas de acolhimento.


