A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (10/9), a Operação Make Up para investigar suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a empresária Karina da Gama, sócia da Go Up Entertainment, responsável pela produção de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, a operação é realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU). Foram expedidos pelo STF 49 mandados de busca e apreensão, cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. O celular de Mario Frias foi apreendido pelos investigadores.
Suspeitas investigadas
A apuração envolve recursos repassados a uma organização da sociedade civil por meio de termo de fomento. De acordo com a PF, há indícios de uma organização criminosa composta por agentes públicos e privados. Parte do dinheiro teria sido direcionada a empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação de que os serviços tenham sido efetivamente prestados.
Levantamentos financeiros apontaram movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas relacionadas ao esquema. A PF também investiga se as tentativas de dissimular os supostos desvios continuaram até julho deste ano.
Outro eixo da apuração trata dos repasses feitos pelo empresário Daniel Vorcaro para financiar “Dark Horse”. Áudios e mensagens indicam que o senador Flávio Bolsonaro o procurou para pedir recursos destinados ao filme sobre o pai. Os investigadores buscam esclarecer as circunstâncias dos pagamentos e a eventual existência de contrapartida, hipótese negada por Flávio.
A operação ainda verifica se dinheiro relacionado aos repasses investigados foi usado para financiar a permanência do deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.


