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PF investiga emendas de R$ 2 milhões ligadas à produção de filme sobre Bolsonaro

Operação mira Mario Frias e duas organizações associadas à produtora de “Dark Horse”; empresa responsável pelo filme não é alvo dos mandados.

Caso Dark Horse: operação da PF investiga envio de R$ 2 milhões em emendas para produtora de filme do ex-presidente
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Federal investiga o repasse de R$ 2 milhões em emendas parlamentares para duas organizações associadas à produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A operação foi deflagrada nesta quinta-feira (10) e tem entre os alvos o deputado federal Mario Frias (PL-RJ), o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC).

As duas organizações são ligadas a Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora do filme. A empresa Go Up, responsável pela produção, não está entre os alvos dos mandados. Durante o cumprimento das ordens judiciais, a Polícia Federal apreendeu o celular de Mario Frias.

A PF afirma investigar uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados. A suspeita é que os recursos tenham sido direcionados a empresas subcontratadas de maneira irregular, sem comprovação de que os serviços contratados foram efetivamente prestados. De acordo com os investigadores, as tentativas de ocultar os desvios teriam continuado até julho deste ano.

Apuração no Supremo

O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal após a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) pedir a investigação de repasses de emendas para organizações ligadas à produtora de “Dark Horse”. Em 21 de março, o ministro Flávio Dino determinou que Mario Frias se manifestasse sobre os fatos em cinco dias.

A intimação não foi concluída. Em 14 de abril, o STF registrou que um oficial de Justiça havia tentado localizar o deputado três vezes no gabinete parlamentar, sem conseguir entregar o documento. Depois disso, Dino determinou que a Câmara dos Deputados informasse os endereços de Frias em Brasília e em São Paulo. Novas buscas foram feitas na semana seguinte, mas não houve contato.

Em 15 de abril, o ministro abriu uma apuração preliminar sobre a destinação de emendas parlamentares de deputados do PL para organizações ligadas à produtora do filme.

Frias afirmou que a suspeita de direcionamento dos recursos para a produção é “absolutamente falsa, desprovida de qualquer lastro probatório e difamatória”. O deputado também declarou que a emenda questionada não foi destinada a “qualquer produção cinematográfica”.

Afastamento na Polícia Federal

Nessa quarta-feira (9), o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu a decisão que havia afastado o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. Com a decisão, os dois foram reintegrados à corporação.

Fachin suspendeu decisões de Alexandre Mendonça, que havia afastado os dirigentes, e de Flávio Dino, que determinara o retorno deles às funções. Ao ordenar a reintegração de Andrei Rodrigues, Dino citou o impacto do afastamento sobre a investigação envolvendo “Dark Horse”, que apura o uso de emendas federais destinadas a empresas suspeitas de financiar o filme.

A produção também passou a ser investigada após a suspeita de financiamento por Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, que está preso em Brasília. O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou ter intermediado negociações e cobrado pagamentos de Vorcaro, que teria repassado cerca de R$ 61 milhões ao projeto antes de ser preso. O dinheiro teria sido transferido para um fundo nos Estados Unidos administrado por um advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL).

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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