ITUMBIARA — As marcas escuras na cabeça e no corpo permitiram reconhecer um tucunaré-azul recapturado na represa de Itumbiara, no Rio Paranaíba. O peixe havia sido pescado durante um torneio de pesca esportiva, devolvido à água e encontrado novamente nove meses depois.
Raphael Paula da Silva, empresário de 35 anos e fundador dos Pescadores Esportivos de Itumbiara (PESI), identificou o exemplar ao comparar os desenhos visíveis nas fotografias das duas capturas. Os padrões aparecem especialmente perto do olho e na lateral da cabeça, em posições correspondentes nos registros.
Além das manchas, a comparação levou em conta a coloração, o formato da cabeça e outras marcas na lateral do corpo. A combinação dessas características tornou possível reconhecer o peixe mesmo com a diferença de meses entre as imagens.
Duas capturas na represa
A primeira ocorreu em 7 de dezembro de 2025, durante um torneio promovido pelo PESI. O tucunaré foi pescado por Arthur Tavares, medido em 61,5 centímetros e devolvido à represa depois do registro.
A recaptura foi feita por Raphael em 14 de setembro de 2026, a aproximadamente 1,2 mil metros do ponto da primeira captura. Na nova medição, o animal alcançou 63 centímetros, 1,5 centímetro a mais que no registro anterior.
Raphael afirmou que o tucunaré estava mais forte e mais gordo quando foi encontrado novamente. Depois da segunda captura, o peixe também foi solto na represa de Itumbiara.
O caso relaciona a identificação individual do animal às características naturais de seu corpo e ao registro fotográfico das duas pescarias. Para Raphael, o reencontro reforça a importância de devolver os peixes à água após a captura. O tucunaré pescado em dezembro de 2025 por outro participante voltou ao ambiente e foi localizado meses depois.


