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“Beijar é a Parte Fácil” repete fórmula do romance adolescente sem aprofundar seus conflitos

Filme dirigido por Fawzia Mirza aborda escolhas e amadurecimento, mas perde força em previsibilidades e soluções pouco desenvolvidas.

“Beijar é a Parte Fácil” repete fórmula do romance adolescente sem aprofundar seus conflitos

O romance adolescente Beijar é a Parte Fácil, novo lançamento de setembro da Netflix, parte de uma premissa conhecida e não consegue extrair dela uma abordagem cinematográfica suficientemente desenvolvida. Dirigido pela canadense Fawzia Mirza, o filme adapta uma história publicada inicialmente no Wattpad e acompanha um jovem dividido entre as expectativas acadêmicas, as responsabilidades familiares e a descoberta amorosa.

Sean, interpretado por Asher Angel, está no fim do ensino médio e concentra seus esforços em uma única meta: ser aceito no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Enquanto ajuda a mãe na loja da família e mantém uma rotina disciplinada de estudos, ele recebe uma proposta dos pais de Flora, vivida por Paris Berelc. O acordo prevê que Sean dê aulas à garota mais popular da escola e se aproxime dela em troca de uma recomendação para a instituição. A relação, porém, muda de natureza quando ele se apaixona por Flora.

A estrutura coloca em cena temas ligados às primeiras decisões importantes da vida e à dificuldade de lidar com certezas que só o tempo pode confirmar. O problema é que a adaptação não desenvolve esses elementos com a mesma atenção. A questão da maturidade, que poderia orientar o percurso do personagem, fica encoberta por conflitos convencionais e por uma ambientação já bastante explorada em produções do gênero.

Também há pouco equilíbrio entre forma e conteúdo. As soluções narrativas seguem um roteiro reconhecível, enquanto as atuações não se destacam e os personagens coadjuvantes permanecem em segundo plano. O resultado é uma sucessão de conveniências e previsibilidades que reduz o impacto das situações apresentadas.

A obra da escritora Christine Duann parece encontrar no amadurecimento um eixo capaz de sustentar a história, embora esse aspecto não alcance a mesma força no filme. Em vez de aprofundar os dilemas sugeridos, a produção percorre seus conflitos sem provocar deslocamentos relevantes nos personagens.

“Beijar é a Parte Fácil” chegou rapidamente ao top 10 dos filmes mais vistos da plataforma, mas sua execução permanece presa a uma fórmula conhecida. A adaptação transforma uma oportunidade de discutir inconsequência, escolhas e crescimento em uma experiência que tende a perder presença pouco depois dos créditos finais.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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