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“Desaparecida” transforma a culpa de um ex-policial em suspense de investigação

Minissérie australiana acompanha Ian Ridley, marcado pelo desaparecimento da filha e envolvido em um novo caso que pode reabrir o passado.

“Desaparecida” transforma a culpa de um ex-policial em suspense de investigação

A minissérie australiana Desaparecida coloca no centro da narrativa um homem incapaz de encerrar a busca pela filha, desaparecida há mais de uma década. Nos dois primeiros episódios, Ian Ridley tenta reconstruir a própria vida enquanto trabalha como operador de emergências do serviço de resgate e policiamento de Port McKenna, uma pequena cidade litorânea.

Inspirada no romance The Dispatcher, de Ryan David Jahn, a produção acompanha o ex-policial depois de uma sequência de perdas provocadas pelo sequestro de Maggie. Ian perdeu o emprego e a esposa, afastou-se do filho mais velho e passou a enfrentar o abuso de álcool. A nova rotina profissional, porém, é interrompida quando um corpo é encontrado em uma floresta próxima.

A possibilidade de que os restos sejam de Maggie desestabiliza o personagem e o leva a mobilizar os conhecimentos adquiridos como ex-oficial de justiça. A investigação ganha outra direção quando Ian recebe uma ligação misteriosa de uma jovem em pânico. A voz pode pertencer à filha que ele procura.

Um drama conduzido pelo personagem

Criada por Kris Mrksa, conhecido por Requiem e Protection, a série adota um ritmo gradual para desenvolver seus conflitos. O roteiro dos episódios de estreia acompanha as contradições de Ian sem prolongar excessivamente os momentos melodramáticos, mantendo a atenção nos efeitos do trauma e nas relações que ele tenta preservar.

Patrick Brammall interpreta um protagonista que não se encaixa com facilidade nas categorias de herói ou vilão. A insistência de Ian em descobrir o que aconteceu com Maggie coloca sob pressão sua relação com a ex-mulher e com o filho, vividos por Jessica Wren e Tobias Mujahidin.

Brendan Cowell e Maxine Peake interpretam Henry e Jenna Reid, um casal fundamentalista e recluso. Os dois mantêm Sarah, personagem de Chloe Jean Lourdes, em cativeiro e impedem seu contato com o mundo exterior. Sarah era conhecida anteriormente como Maggie.

Cidade, atmosfera e investigação

A fotografia de Bonnie Elliott acompanha Ian em um arco de redenção cercado por uma aparente tranquilidade. A cidade litorânea reúne segredos que começam a vir à tona, enquanto a investigação amplia a sensação de que os acontecimentos do passado ainda determinam o presente.

A série dialoga com thrillers de investigação associados ao trabalho de Brad Ingelsby e a produções como Mare of Easttown e Task: Unidade Especial. Embora recorra a fórmulas conhecidas do gênero, Desaparecida combina o mistério central com o estudo de um personagem falho, determinado a seguir adiante mesmo quando suas escolhas ameaçam os vínculos familiares.

O próximo episódio vai ao ar amanhã, 16 de setembro.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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