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Produtor vê avanço estrangeiro no Oscar e projeta 60% da categoria em cinco anos

Rodrigo Teixeira relaciona o crescimento internacional à liberdade criativa fora dos Estados Unidos e cita a trajetória de Ainda Estou Aqui.

Produtor vê avanço estrangeiro no Oscar e projeta 60% da categoria em cinco anos

A presença de filmes produzidos fora dos Estados Unidos na disputa pelo Oscar de Melhor Filme deverá continuar crescendo, na avaliação de Rodrigo Teixeira. O produtor de Ainda Estou Aqui estima que essas obras possam representar 60% dos indicados à categoria em cinco anos.

A projeção foi apresentada durante a Creative Investors’ Conference, realizada no Festival de San Sebastián. Teixeira afirmou que já se tornou comum encontrar três ou quatro produções estrangeiras entre os concorrentes ao principal prêmio da Academia.

“Daqui a cinco anos, acredito que os filmes internacionais representarão 60% da categoria de Melhor Filme”, declarou o produtor. Para ele, o cinema internacional tem encontrado mais liberdade criativa e melhores condições para desenvolver projetos ambiciosos, enquanto a indústria norte-americana enfrenta dificuldades crescentes para financiar determinadas histórias.

A experiência com Ainda Estou Aqui

Teixeira foi um dos produtores de Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles. O filme recebeu indicações ao Oscar de Melhor Filme e Melhor Atriz para Fernanda Torres na edição de 2025 e venceu o prêmio de Melhor Filme Internacional.

A produção arrecadou mais de US$ 36 milhões nas bilheterias mundiais, com orçamento estimado em US$ 9 milhões. O desempenho fez do longa o filme nacional de maior bilheteria desde a pandemia da Covid-19.

Para Teixeira, o trabalho também respondeu ao período político vivido pelo Brasil durante o governo de Jair Bolsonaro. O produtor descreveu a produção cinematográfica brasileira daquele período como uma reação a um governo “muito radical de direita” e classificou Ainda Estou Aqui como “um ato de esperança” que contribuiu para recuperar a autoestima do país.

Além do longa de Walter Salles, Teixeira produziu Frances Ha, Me Chame pelo Seu Nome, Ad Astra e A Ilha de Bergman. Ele trabalha atualmente em novos projetos com o cineasta James Gray e desenvolve um filme sobre Mary Wollstonecraft, dirigido por Mia Hansen-Løve e estrelado por Renate Reinsve.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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