A nova geração de bruxas ganha espaço em “Da Magia à Sedução 2”, que reorganiza a família Owens ao retirar personagens importantes da história. A sequência reúne Sandra Bullock e Nicole Kidman, mas conduz o reencontro por decisões trágicas e por uma mudança na posição ocupada pelas protagonistas.
Gary, interpretado originalmente por Aidan Quinn e apresentado como o grande amor de Sally, já morreu quando a trama começa. O destino do personagem está ligado à maldição que acompanha os homens que se apaixonam pelas mulheres da família.
Também deixam a narrativa Jet e Franny, as tias vividas por Dianne Wiest e Stockard Channing. As mortes funcionam como uma passagem de bastão: Sally e Gillian passam a exercer o papel de matriarcas, em vez de permanecerem apenas como as irmãs rebeldes do primeiro longa.
Essa transformação cria a possibilidade de uma terceira produção voltada para uma nova geração de bruxas. Entre as personagens que podem ganhar maior destaque estão aquelas interpretadas por Joey King e Maisie Williams.
Desempenho nos cinemas
“Da Magia à Sedução 2” arrecadou aproximadamente US$ 4,7 milhões nas pré-estreias nos Estados Unidos e caminha para uma abertura de cerca de US$ 30 milhões. A previsão inicial era de US$ 40 milhões, mas as críticas negativas devem reduzir o resultado esperado.
Fora dos Estados Unidos, a produção deve somar entre US$ 18-23 milhões em 77 mercados. O desempenho contrasta com o do primeiro filme, lançado em 1998. A produção abriu com US$ 13,1 milhões e encerrou a exibição nos cinemas norte-americanos com pouco mais de US$ 46 milhões, alcançando status de clássico cult nas décadas seguintes.
As primeiras impressões da continuação criticam principalmente a duração e o ritmo irregular, apontados como fatores que limitam o espaço dedicado aos novos personagens. Parte dos críticos, contudo, reconhece a presença da nostalgia e da magia associadas ao universo da franquia.
O longa adapta “O Livro da Magia”, segundo romance da saga escrita por Alice Hoffman.


