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Zack Snyder explica violência e reação online após estreia de novo filme

Diretor discutiu acusações de misoginia, ataques nas redes e a influência da morte da filha em The Last Photograph.

Zack Snyder explica violência e reação online após estreia de novo filme

A estreia de The Last Photograph recolocou Zack Snyder no centro de uma disputa nas redes sociais. O diretor afirmou que encontrou ataques que o chamavam de fascista, homofóbico e bissexual, além de ameaças de morte, depois da apresentação do filme no Festival Internacional de Cinema de Toronto.

Em entrevista à Variety, Snyder disse que a reação o surpreendeu pela intensidade. Entre as mensagens reproduzidas por ele estavam “Quero matar Zack Snyder” e “Zack Snyder é um fascista”. O cineasta também ironizou a acusação de bissexualidade, associando-a à presença frequente, sem camisa, dos dois protagonistas musculosos.

Violência sem distinção

Parte das críticas ao longa se concentra na violência contra personagens femininas. Snyder rejeitou a acusação de misoginia ao afirmar que a brutalidade da narrativa atinge homens, mulheres e crianças sem estabelecer diferença entre os grupos. Para ele, a violência não deve ser interpretada como uma solução moral dentro da história.

O diretor também comentou a mudança na conversa digital depois da primeira onda de ataques. Segundo Snyder, usuários passaram a questionar a agressividade dirigida a um cineasta por causa de um filme e a defender que a discussão fosse relativizada.

The Last Photograph acompanha um ex-agente da DEA, interpretado por Stuart Martin, que procura a sobrinha e o sobrinho desaparecidos em um país sul-americano não identificado. Os pais das crianças são assassinados, e a busca recebe a ajuda de um fotógrafo de guerra veterano, dependente de heroína, vivido por Fra Fee. O personagem testemunhou os assassinatos.

Um projeto de longa preparação

Snyder trabalha na ideia há aproximadamente duas décadas. O projeto foi desenvolvido antes de 300 e produzido por Deborah Snyder, sua esposa e parceira de longa data. Kurt Johnstad, colaborador do diretor em 300, assina o roteiro.

Christian Bale e Sean Penn chegaram a ser associados ao filme durante o desenvolvimento. A versão realizada, porém, tornou-se uma produção menor e independente. As filmagens ocorreram principalmente na Colômbia, em 32 dias, período em que Snyder contraiu Covid e continuou trabalhando com febre.

O diretor contou que precisou escolher entre realizar o filme e adaptar Ilusões, livro de Richard Bach. A decisão foi tomada quando surgiu uma brecha em sua agenda. A produção avançou rapidamente e com pouco dinheiro, segundo Snyder.

Relação pessoal com a história

A experiência do cineasta também atravessa o significado do projeto. A morte de Autumn Snyder, filha de Zack Snyder, em 2017, alterou a relação dele com a história. Zack e Deborah Snyder deixaram a produção de Liga da Justiça durante a pós-produção para viver o luto, e Joss Whedon assumiu o longa, fazendo mudanças extensas.

Questionado sobre essa influência, Snyder afirmou: “Acho que foi muito influenciado pelo que passei.” Para ele, não é possível separar completamente o filme da experiência pessoal, embora não consiga definir exatamente o significado desse vínculo.

O diretor disse ainda que imaginava que uma produção pequena e distante dos blockbusters associados a seu nome poderia escapar das disputas que envolveram Batman vs Superman e Liga da Justiça. A repercussão após a première mostrou o contrário. Mesmo afetado pelas críticas, Snyder reconheceu que continua exposto a elas por ser humano.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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