BELÉM — O projeto artístico Benzedeira - A Dança da Cura promove apresentações, oficinas gratuitas e ações de formação em espaços públicos de Belém e Ananindeua. A programação ocorre neste sábado (26), domingo (27) e segunda-feira (28), com atividades voltadas à pesquisa e à valorização dos conhecimentos tradicionais relacionados ao cuidado, ao corpo, à natureza e ao território.
A iniciativa parte de uma pesquisa sobre os saberes e fazeres das benzedeiras, incluindo a transmissão oral de conhecimentos, o uso de plantas medicinais disponíveis no bioma amazônico e as memórias preservadas por mulheres que mantêm essas práticas em seus territórios. Esse material fundamenta a criação de uma obra de dança que traduz esses elementos para a linguagem do corpo.
Laís Rodrigues, produtora e realizadora do projeto, afirma que a apresentação é “totalmente inédita e imersiva”, construída a partir de experiências sensoriais ligadas à medicina popular e à cultura tradicional do benzimento ribeirinho. A obra tem trilha sonora autoral, composta por quatro canções inéditas, resultado de um processo de pesquisa e criação.
Apresentações e oficinas
Em Belém, a apresentação será realizada no domingo (27), às 10h, na Praça da República, e às 19h, na Feira do Açaí. Na segunda-feira (28), às 19h, a obra chega à Passarela 1, na Cidade Nova 1, entre WE 9B e WE 10B, em Ananindeua.
A oficina Corpo-Plantar: prática integrativa entre movimento, plantas e bem-dizeres começa neste sábado (26), às 18h, na Feira do Açaí. No domingo (27), será oferecida na Praça da República após a apresentação das 10h. Na segunda-feira (28), a atividade ocorre às 19h, na Passarela 2, na Cidade Nova 1, também entre WE 9B e WE 10B, depois da apresentação.
A formação propõe a troca de conhecimentos sobre dança, saberes populares, meio ambiente e preservação dos territórios. Segundo Laís Rodrigues, serão abordados plantas, ervas e raízes, além da produção de chás, banhos e defumações, em conjunto com gestos ritualísticos e movimentos corporais. As oficinas terão emissão de certificado.
A programação é aberta ao público e conta com recursos de Libras e audiodescrição. O projeto tem apoio de Reserva Amazon, Guajará Consultoria e Casa Carmina e foi selecionado pelo Edital nº 002/2025 da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, por meio da Secretaria de Estado de Cultura do Pará.



