BELÉM — O documentário musical Audiovisual Fest Belém – Capital Mundial do Brega está disponível gratuitamente no canal de Kim Marques no YouTube. Lançado em 8 de setembro, o projeto reúne mais de 30 artistas paraenses e registra a trajetória do brega no Pará, com a participação de músicos de diferentes gerações.
A produção foi idealizada pela produtora cultural Ciane de Moraes e pelo cantor e compositor Kim Marques. As gravações ocorreram em julho, no Complexo Ver-o-Rio, diante de uma plateia aberta e sem cobrança de ingressos.
Para Ciane, a iniciativa foi criada para ampliar o reconhecimento dos artistas responsáveis pela construção da identidade do gênero. “Os artistas do brega de verdade precisam ter visibilidade e valorização”, afirma a produtora.
Memória e economia criativa
O projeto é apresentado pelos idealizadores como um movimento cultural voltado à preservação da memória musical de Belém e à consolidação da cidade como destino turístico e cultural do brega. Entre os objetivos estão o incentivo a novos talentos, a promoção de ações educativas, a ampliação da inclusão de pessoas com deficiência e a geração de impacto socioeconômico por meio da economia criativa.
A equipe já planeja a segunda edição. O lançamento também se relaciona ao reconhecimento simbólico de Belém como Capital Mundial do Brega em 2025, título mencionado pelos organizadores e associado à relevância histórica e emocional do gênero para a população paraense.
Ao registrar artistas, histórias e sonoridades, o audiovisual busca preservar uma memória coletiva que atravessa gerações e participa da formação da identidade cultural amazônica.
Influências amazônicas
Kim Marques, natural de Cametá e com mais de 40 anos dedicados à música, aponta a presença de referências caribenhas e latinas na produção musical da Amazônia. Entre as expressões citadas pelo compositor estão o calypso, o brega, a lambada e a guitarrada, vinculados também a influências africanas.
Conhecido por músicas como “Brega Carimbó”, “A Dança do Brega” e “Beija-Flor”, o artista resume sua relação com o gênero: “Cantar Brega é a minha vida, a minha arte.”


