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Ex-funcionárias pedem à Justiça espanhola nova apuração contra Julio Iglesias

Mulheres denunciam agressão sexual, assédio e condições degradantes em propriedades do cantor nas Bahamas e na República Dominicana.

Ex-funcionárias pedem à Justiça espanhola nova apuração contra Julio Iglesias
Foto: Photo by PHOTOTHEQUE LECOEUVRE/Collection ChristopheL via AFP

Duas ex-funcionárias de Julio Iglesias pediram à Justiça da Espanha a abertura de uma nova investigação contra o cantor por suspeitas de agressão sexual, assédio e submissão a condições de trabalho forçadas e degradantes. Os episódios relatados teriam ocorrido em propriedades do artista nas Bahamas e na República Dominicana, em 2021.

A solicitação foi apresentada nesta sexta-feira (18), depois que uma primeira denúncia das mulheres foi arquivada. Em janeiro, um tribunal de Madri especializado em processos complexos e crimes cometidos por espanhóis no exterior concluiu que a Justiça espanhola não tinha competência para examinar os fatos, por eles terem ocorrido fora do país.

Disputa sobre a competência

A entidade que acompanha o caso afirma que os tribunais espanhóis podem investigar crimes cometidos no exterior quando existem vínculos relevantes com a Espanha. A defesa também se apoia na decisão de janeiro, que, embora tenha encerrado a primeira denúncia por falta de competência, indicou que as denunciantes poderiam levar novas acusações a outras jurisdições.

Em uma carta aberta divulgada na sexta-feira (18), as mulheres pediram a investigação dos fatos descritos na nova queixa. Elas se definiram como “duas mulheres latino-americanas fortes, com sonhos, coragem e a esperança de encontrar justiça com dignidade”. Em outro trecho, afirmaram: “Não estamos pedindo nada excepcional nem um favor”.

De acordo com a nova denúncia, os episódios de assédio e agressão sexual teriam se repetido durante o período em que as duas trabalhavam para o cantor. O documento também menciona condições de trabalho consideradas forçadas e degradantes.

Julio Iglesias nega as acusações. O cantor classificou as denúncias como “absolutamente falsas” e rejeitou ter abusado, coagido ou desrespeitado qualquer mulher.

Nascido em 1943, Iglesias desenvolveu uma carreira internacional sobretudo na Espanha e na América Latina. Entre as músicas associadas a sua trajetória estão “Soy un truhán, soy un señor”, “Gwendolyne” e “Me olvidé de vivir”. Ao longo da carreira, vendeu mais de 300 milhões de discos.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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