O Angra voltou a dar maior espaço, nos shows, às músicas da fase em que Andre Matos ocupava os vocais. Rafael Bittencourt explicou a mudança durante um episódio do Amplifica, canal que comanda no YouTube, em conversa com as integrantes da banda Malvada.
A alteração no repertório coincide com a chegada de Alirio Netto. A saída de Fabio Lione surpreendeu o grupo, que precisou encontrar rapidamente um substituto. Alirio, amigo e parceiro próximo da banda, estava disponível quando a vaga surgiu. Para Bittencourt, a escolha acabou parecendo natural, embora a decisão envolvesse mais do que uma simples troca de vocalista.
O guitarrista afirmou que Lione deixou uma contribuição da qual se orgulha e destacou a dificuldade de uma banda competir com a própria trajetória. O Angra, segundo ele, já é associado pelo público à combinação entre metal e música brasileira, além de elementos recorrentes como baladas, faixas speed e solos de guitarra.
Repertório e celebração
A postura adotada quando Edu Falaschi entrou no grupo foi diferente. Naquele momento, o Angra buscou marcar uma nova etapa e evitar que os shows fossem percebidos como uma retomada do passado. As músicas da era Andre Matos continuaram no repertório, mas sem ocupar o centro das apresentações.
Com Alirio Netto, Bittencourt avalia que a banda pode celebrar mais intensamente a primeira fase do Angra. O vocalista é fã desse período e, segundo o guitarrista, está preparado para interpretar as canções. O músico também descreveu a trajetória do grupo como “três bandas com o mesmo nome”, associadas a vocalistas e identidades diferentes.
O Angra vem apresentando “Holy Land” na íntegra. Além disso, “Rebirth” completa 25 anos em novembro, marco que será celebrado. A mudança permite incluir nos shows músicas que não vinham sendo tocadas, algo percebido pelas integrantes da Malvada nas apresentações recentes.
Sobre a transição entre os vocalistas, Bittencourt resumiu: “Foi liso, foi legal, foi bom para todo mundo”.


