O Def Leppard gravou duas vezes o álbum Hysteria, lançado nos anos 1980. A primeira versão, produzida por Jim Steinman, não convenceu a banda, que decidiu refazer integralmente o material com Mutt Lange.
A informação foi relembrada pelo jornalista Sérgio Martins durante a live semanal do canal de Regis Tadeu. O disco apareceu na discussão sobre álbuns prejudicados pelo trabalho de produção e foi apontado como o exemplo mais evidente entre os casos comentados.
A decisão de recomeçar envolveu também uma nova adaptação do baterista Rick Allen. Ele já tocava em condições diferentes das originais, e precisou se readaptar durante o processo de gravação conduzido por Lange. “Segundo a banda, ficou tão ruim, tão ruim, que eles resolveram gravar tudo de novo”, afirmou Martins.
A escolha de Mutt Lange foi associada, na mesma transmissão, à capacidade do produtor de trabalhar com artistas de diferentes dimensões e gêneros. Regis Tadeu citou sua atuação com o AC/DC, o Def Leppard e Shania Twain como exemplos dessa trajetória.
“Esse é um grande produtor”, declarou Tadeu, ao descrever Lange como o profissional que levou o AC/DC a alcançar maior projeção nos Estados Unidos, ajudou o Def Leppard a buscar repercussão nas Américas e transformou a música country a partir de seu trabalho com Shania Twain.
A conversa também mencionou Bob Ezrin e sua produção em The Elder, do Kiss, além de ressalvas ao trabalho de Bob Rock em determinado período. A conclusão apresentada na live foi que um produtor não consegue recuperar material fraco, mas uma escolha inadequada pode comprometer uma obra com potencial.


