Ed Motta criticou a qualidade do som de um show de Roger Waters no festival Roskilde, na Dinamarca. A apresentação ocorreu na mesma noite em que o próprio cantor se apresentou, antes de Bob Dylan e do ex-integrante do Pink Floyd. O relato foi feito em entrevista ao canal Alta Fidelidade, de Luiz Felipe Carneiro.
Motta afirmou que não costuma assistir a shows e disse que a música ao vivo lhe causa incômodo. Também declarou que, se não dependesse financeiramente da atividade, não faria apresentações. Entre as razões citadas está a aversão ao período noturno, embora sua profissão exija que toque tarde.
Em apresentações fora do país, o cantor contou que geralmente permanece no hotel. Na Dinamarca, porém, decidiu acompanhar a programação depois da insistência da banda. Ao avaliar o show de Roger Waters, descreveu problemas de definição no áudio: “Está grave demais, está tudo embolado, eu não estou entendendo nada”.
Atenção aos erros
A escuta de Motta também se concentra nas falhas dos músicos. Para ele, erros aparecem em qualquer apresentação. O cantor afirmou perceber deslizes não apenas em seus próprios shows, mas também nas performances de outros artistas.
Como exemplo, mencionou Stevie Wonder, de quem declarou gostar, e disse ter identificado um problema no baixo durante a execução de “Ribbon in the Sky”. “Eu escuto os erros todos”, afirmou.
A mesma rejeição se aplica às transmissões de festivais pela televisão. Motta contou que não acompanha a programação completa por considerar a experiência um sofrimento. Quando decide assistir, prefere artistas estrangeiros e declarou que não interromperia seu tempo para ver um artista nacional tocar ao vivo.
Ao reconhecer que a declaração poderia provocar repercussão, o cantor pediu perdão antecipadamente pelos comentários.


