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Do Pantera ao Sepultura: o mapa do heavy metal em 11 de setembro de 2001

Enquanto o mundo mudava após os atentados, bandas de diferentes gerações atravessavam rupturas, lançamentos e mudanças de formação.

Do Pantera ao Sepultura: o mapa do heavy metal em 11 de setembro de 2001

Em 11 de setembro de 2001, o heavy metal reunia bandas em momentos muito diferentes: algumas enfrentavam mudanças decisivas, outras lançavam discos importantes e uma nova geração começava a ganhar projeção. Naquele mesmo dia, o Slayer colocou no mercado seu oitavo álbum de inéditas, God Hates Us All.

Os atentados terroristas provocaram a queda das Torres Gêmeas, em Nova York, deixaram quase 3 mil mortos e milhares de feridos e tiveram efeitos que ultrapassaram as fronteiras dos Estados Unidos. No universo da música pesada, o período também foi marcado por interrupções, reformulações e transformações na cena internacional.

O fim de uma formação histórica

O Pantera estava em turnê para divulgar Reinventing the Steel, lançado em 2000. A última apresentação aconteceu em Yokohama, no Japão, em 26 de agosto de 2001. O show acabou sendo o último da formação clássica, que nunca mais voltou a se apresentar junta.

Os ataques de 11 de setembro contribuíram para o cancelamento do restante da turnê. Dimebag Darrell, guitarrista e membro fundador do grupo, seria assassinado em 8 de dezembro de 2004.

Crises entre os grandes do thrash

O Metallica havia perdido Jason Newsted, que deixou a banda em janeiro de 2001. Ao mesmo tempo, James Hetfield, guitarrista e vocalista, estava internado em uma clínica de reabilitação. A situação afetou as gravações de St. Anger, disco lançado em 2003.

O Megadeth buscava uma aproximação com sua sonoridade inicial em The World Needs a Hero, de 2001, sucessor de Risk, de 1999. Dois meses depois dos atentados, o grupo gravou o álbum ao vivo Rude Awakening, lançado em março de 2002. Dias antes, Dave Mustaine havia encerrado as atividades da banda, decisão posteriormente revogada.

No Slayer, o baterista Paul Bostaph sairia antes do fim do ano, abrindo espaço para o retorno de Dave Lombardo. Já o Anthrax não lançava um disco desde 1998 e passou a ser associado a um episódio trágico: cinco pessoas morreram contaminadas por antraz. A banda chegou a brincar publicamente com a possibilidade de mudar de nome.

Brasil: reconstrução e continuidade

O Sepultura ainda tinha Iggor Cavalera na bateria. Em março de 2001, o grupo lançou Nation, segundo álbum com Derrick Green nos vocais.

O Angra atravessava uma reformulação. Andre Matos, Luis Mariutti e Ricardo Confessori haviam deixado a banda no ano anterior. Edu Falaschi, Felipe Andreoli e Aquiles Priester entraram no grupo, ao lado dos guitarristas Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro, e a nova formação gravou Rebirth, lançado em novembro.

Os três músicos que saíram do Angra em 2000 formaram o Shaman com o guitarrista Hugo Mariutti, irmão de Luis. O primeiro álbum do quarteto, Ritual, seria lançado em junho de 2002. Entre os nomes brasileiros em evidência estava também o Krisiun, formado pelos irmãos Kolesne. Em julho, o trio havia lançado Ageless Venomous, seu quarto disco.

Uma geração em ascensão

Em 2001, Trivium, Killswitch Engage, Avenged Sevenfold, Lamb of God, Gojira, Mastodon, Bullet for My Valentine, Lacuna Coil e The Black Dahlia Murder ainda começavam suas trajetórias ou buscavam maior projeção.

Na Europa, a cena reunia artistas experientes e bandas mais novas. Kreator, Stratovarius, Sodom, Children of Bodom, In Flames, Soilwork, Opeth, Nightwish, HammerFall, Blind Guardian e Dark Tranquillity estavam entre os destaques.

O Kreator se preparava para lançar Violent Revolution, enquanto o Opeth alcançava um novo patamar com Blackwater Park. Children of Bodom, Stratovarius e Nightwish haviam lançado, respectivamente, Follow the Reaper, Infinite e Wishmaster.

O death metal melódico permanecia forte na Suécia; o power metal mantinha relevância na Alemanha e na Finlândia; e abordagens progressivas e experimentais conquistavam espaço. O cenário do heavy metal, portanto, atravessava o impacto de um acontecimento histórico enquanto seguia produzindo, reformulando-se e abrindo caminho para novos grupos.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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