Steve Harris afirma que o Iron Maiden nunca avaliou interromper suas atividades, mesmo durante o período de menor popularidade vivido pela banda nos anos 1990. Em entrevista à Metal Hammer, o baixista relembrou as dificuldades enfrentadas pelo grupo e disse que a saída de Bruce Dickinson foi um momento difícil, mas não alterou a decisão de continuar.
“Quando Bruce saiu, foi um baque”, declarou Harris. Segundo ele, o abatimento durou pouco: depois de ficar de mau humor por duas horas, decidiu deixar a situação para trás. “Nunca cogitamos parar”, afirmou.
Um período de resistência
Harris descreveu aquela fase como um momento em que qualquer associação ao heavy metal parecia malvista. Ainda assim, avaliou que o Iron Maiden conseguiu permanecer em atividade, assim como outras bandas do gênero. A percepção de que o metal não teria continuidade, disse, não se confirmou.
O período coincidiu com a passagem de Blaze Bayley pelo posto de vocalista, ocupado anteriormente por Bruce Dickinson. A troca ocorreu em uma década marcada por baixa popularidade para o grupo, embora Harris tenha afirmado que a banda conseguiu se manter à tona.
Meio século de trajetória
Fundado em 1975 pelo próprio Harris, o Iron Maiden lançou 17 discos de estúdio e realizou milhares de apresentações ao vivo, incluindo shows no Brasil. O músico está na banda desde a origem e é, ao lado do guitarrista Dave Murray, o único integrante presente em todos os discos.
Além de principal compositor, Harris atua como co-produtor e participa das decisões criativas e estratégicas do grupo. Ao comentar a carreira, ele comparou os momentos de dificuldade às oscilações de uma trajetória longa: há altos e baixos, e é preciso atravessar a tempestade.
A turnê que celebra os 50 anos do Iron Maiden começou em 2025 e tem passagem prevista pelo Brasil no final de outubro.



