O sucesso de Permission to Land, primeiro álbum do The Darkness, surpreendeu Justin Hawkins. Lançado em 2003, o disco ganhou projeção com “I Believe in a Thing Called Love”, faixa que os integrantes escreveram com a intenção de criar “a música mais idiota de todos os tempos”.
Guitarrista e vocalista da banda inglesa, Hawkins falou sobre o trabalho em uma entrevista à Classic Rock concedida em 2022. Ele contou que não esperava uma recepção tão ampla para o grupo, que considerava a possibilidade de não alcançar o sucesso e, por isso, decidiu priorizar as canções de que realmente gostava.
“Fiquei surpreso, chocado, assustado”, afirmou o músico. Hawkins também explicou que aquela era sua primeira banda como vocalista e que o repertório do The Darkness nasceu como uma reação ao tipo de música indie que, segundo ele, estava em evidência naquele momento.
A percepção da indústria
O grupo também enfrentou resistência entre gravadoras. Em 2005, Nick Raphael, executivo da Sony Music UK, disse que havia tentado contratar a banda, mas que ela acabou assinando com a Atlantic Records. De acordo com Raphael, poucas empresas demonstraram interesse, enquanto parte da indústria considerava o The Darkness uma piada e questionava sua autenticidade.
“Não havia o menor burburinho, e apenas duas gravadoras mostraram algum interesse neles”, declarou o executivo.
Mais de duas décadas depois, o The Darkness continua em atividade. O lançamento mais recente da banda, até a edição desta nota, é Dreams on Toast, que chegou ao público em março de 2025. A trajetória do grupo, iniciada com um álbum que ultrapassou as expectativas de seu próprio vocalista, prossegue com esse trabalho como seu registro mais atual.


