Uma seleção de onze álbuns apresenta diferentes caminhos do metal progressivo em trabalhos lançados por bandas e artistas de onze países. A lista passa por fusões com música sinfônica, oriental e world music, além de incorporar elementos de black metal, death metal, rock progressivo e música operística.
Da Tunísia, a escolha é Tales of the Sands, do Myrath, lançado em 2011. O disco combina metal progressivo, sinfônico e oriental com world music. Do Japão, In Somniphobia, do Sigh, de 2012, aparece como uma obra de black metal progressivo e avant-garde, marcada por fluxo cinematográfico e atmosfera bizarra.
O Canadá é representado por Devin Townsend com Deconstruction, de 2009. O álbum é apontado como o trabalho que melhor evidencia os aspectos progressivo e metal da discografia do artista. Na França, From Mars to Sirius, do Gojira, lançado em 2005, foi escolhido entre os principais registros associados ao metal francês.
A Suécia entra com Ghost Reveries, do Opeth, também de 2005. O disco reúne a fase de death metal progressivo da banda e elementos do rock progressivo vintage. Pela Inglaterra, o destaque é In Absentia, do Porcupine Tree, de 2002, álbum que marcou a chegada do baterista Gavin Harrison e uma mudança para estruturas mais agressivas.
Da Noruega, Light of Day, Day of Darkness, do Green Carnation, foi lançado em 2001. O trabalho é relacionado às experiências pessoais do guitarrista Tchort e às emoções ligadas à passagem quase simultânea de sua filha e ao nascimento de seu filho.
Aathma, do Persefone, representa Andorra. Lançado em 2017, o álbum alterna ferocidade e serenidade, com atmosferas cósmicas, piano melancólico e vocais guturais e limpos. Pela Holanda, The Human Equation, do Ayreon, de 2004, é centrado em um homem que reavalia a própria vida enquanto está em coma.
A Austrália aparece com Portal Of I, do Ne Obliviscaris, lançado em 2012. O álbum articula os vocais agressivos de Marc “Xenoyr” Campbell aos vocais limpos e operísticos de Tim Charles, além de pausas, violões acústicos e complementos sinfônicos.
Fechando a seleção, os Estados Unidos são representados pelo Dream Theater com Metropolis Pt. 2: Scenes From a Memory, de 1999. O trabalho trouxe o tecladista Jordan Rudess para o grupo e marcou uma nova elevação de sua abordagem do subgênero.



