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Pitty relaciona “O lobo” a Hobbes, Locke e à violência humana

Faixa do álbum “Admirável chip”, de 2003, aborda egoísmo, guerra e a dificuldade de preservar a empatia.

Pitty relaciona “O lobo” a Hobbes, Locke e à violência humana

A música “O lobo”, de Pitty, articula uma reflexão sobre egoísmo, violência e comportamento humano a partir de referências filosóficas associadas a Thomas Hobbes e John Locke. A faixa integra “Admirável chip”, álbum lançado em 2003, no início da carreira solo da cantora.

Na letra, o lobo aparece como imagem dos instintos e da busca pelo próprio interesse. A canção descreve um indivíduo que não cede, não esquece o que aprendeu com os antepassados e não reconhece o momento em que seus desejos ultrapassam os limites. Em um dos versos, Pitty afirma: “O homem é o lobo do homem, o lobo”.

A composição também relaciona a origem dos conflitos à fome e à guerra. A ideia de que os homens poderiam ter vivido em igualdade dentro de suas tribos é contraposta pela violência, apresentada como uma presença constante na história humana. Nesse percurso, o sangue derramado deixa de ser exceção e passa a marcar as relações entre os integrantes da própria espécie.

Filosofia e comportamento

Em um vídeo publicado no canal da cantora no YouTube, intitulado “por trás da letra O lobo”, Pitty explica que a faixa foi inspirada por filósofos e destaca Thomas Hobbes como principal referência, em contraponto a John Locke. Ela questiona até que ponto as pessoas conseguem agir com humanidade e empatia e quando a sociedade recorre à “visceralidade” irracional como forma de proteção.

A composição dialoga ainda com a ideia associada a Hobbes de que, sem regras, o ser humano pode se tornar seu próprio inimigo e viver em uma “guerra contra todos”. A reflexão está ligada à obra “O homem é o lobo do homem”, na qual o filósofo aborda o homem em estado de natureza e a violência presente nessa condição. O texto também relaciona essas ideias à defesa das monarquias absolutistas por Hobbes.

A leitura proposta para a canção sustenta que os conflitos não pertencem a um período específico. A ambição, a comparação com as conquistas alheias e a insatisfação aparecem como comportamentos que alimentam a sensação de inferioridade, a angústia e a busca permanente por possuir mais. Nesse sentido, “O lobo” apresenta a paz não como uma condição efetivamente vivida, mas como uma possibilidade continuamente contrariada pela disputa e pelo interesse próprio.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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