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Como um solo de Jimmy Page inspirou Eddie Van Halen e Steve Vai

Trecho improvisado de “Heartbreaker” marcou dois guitarristas e ajudou a impulsionar novas formas de explorar o instrumento.

Como um solo de Jimmy Page inspirou Eddie Van Halen e Steve Vai
Foto: Atlantic Records

O solo de guitarra de “Heartbreaker”, do Led Zeppelin, tornou-se uma referência para Eddie Van Halen e Steve Vai, embora tenha sido incluído na música depois que a gravação principal já estava concluída. A faixa integra “Led Zeppelin II”, álbum lançado em 1969, e abre o segundo lado do disco com um riff que se tornou reconhecível na trajetória da banda.

Jimmy Page contou à Guitar World que a canção estava terminada quando decidiu registrar a passagem desacompanhada. O trecho foi gravado em outro estúdio e posteriormente inserido no meio da faixa. A diferença entre as sessões pode ser percebida na sonoridade: o solo aparece ligeiramente mais agudo que o restante da gravação. A forma como foi acrescentado levou algumas pessoas a considerá-lo atrapalhado, justamente por não ter surgido junto com a estrutura original da música.

A influência sobre Van Halen

Eddie Van Halen afirmou que ver Page tocar “Heartbreaker” ao vivo lhe sugeriu um caminho para desenvolver o tapping, técnica que se tornaria uma das marcas de seu estilo. “Acho que tive a ideia do tapping vendo Jimmy Page fazer o solo de 'Heartbreaker'”, disse o guitarrista.

A associação não significa que Van Halen tenha criado a técnica. Recursos semelhantes já existiam antes dele, mas o músico desenvolveu uma maneira própria de utilizá-los e ajudou a transformá-los em fenômeno a partir do fim dos anos 1970. “Heartbreaker” foi uma das referências que ele próprio mencionou ao explicar a origem daquela ideia.

A memória de Steve Vai

Steve Vai também relatou o impacto que o solo exerceu sobre ele quando ainda era adolescente. O guitarrista disse que nunca havia escutado alguém tocar daquela maneira e que a combinação entre técnica e emoção o atingiu profundamente.

“Pelos padrões de hoje, talvez não seja um dos maiores solos já gravados. Mas naquela época significou muito para mim”, afirmou Vai. Para os dois músicos, o trecho acrescentado separadamente à gravação tornou-se uma chave de escuta e um ponto de partida para ampliar as possibilidades da guitarra.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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