O canal Ibagenscast classificou os 17 álbuns de estúdio do Iron Maiden em cinco categorias, com “Piece of Mind” no primeiro lugar e “Virtual XI” isolado na faixa mais baixa. Manu, apresentador do canal, definiu o disco de 1983 como o melhor trabalho da carreira da banda e afirmou que a lista provocaria discussões.
As categorias foram organizadas entre obra-prima, discaço, bom disco, abaixo da média e fundo do poço. Na explicação apresentada no início do vídeo, obra-prima corresponde ao álbum que se tornou uma entidade do heavy metal mundial. Discaço é o trabalho considerado espetacular, mas com algum detalhe faltando; bom disco reúne mais momentos positivos do que negativos; abaixo da média faz o caminho inverso; e fundo do poço identifica o álbum em que pouca coisa se salva.
Os discos no topo
A prateleira de obra-prima recebeu “The Number of the Beast”, “Piece of Mind”, “Powerslave”, “Somewhere in Time” e “Seventh Son of a Seventh Son”. Manu colocou “Powerslave” à frente do álbum de 1982 e elegeu “Somewhere in Time” como o segundo melhor disco do grupo. A escolha foi associada a “Stranger in a Strange Land”, faixa que ele apontou como sua preferida, incluindo o solo.
Sobre “Piece of Mind”, o apresentador destacou as cinco músicas iniciais e classificou “To Tame a Land” como uma das faixas mais subestimadas da discografia. “As cinco músicas que abrem esse disco são imbatíveis”, afirmou Manu.
“Iron Maiden”, “Killers”, “Brave New World” e “Dance of Death” ficaram na categoria discaço. Para Manu, “Killers” supera o álbum de estreia, em parte pela entrada de Adrian Smith. Ele também lembrou que o disco de 1980 é o único da banda com Dennis Stratton na formação.
A presença de “Dance of Death” nessa faixa foi apresentada como uma possível fonte de polêmica. O álbum de 2003 foi definido como o melhor trabalho do retorno de Bruce Dickinson ao grupo, com “Paschendale” apontada como possivelmente a melhor música do período pós-reunião.
Faixas intermediárias e avaliações mais baixas
“No Prayer for the Dying”, “Fear of the Dark”, “A Matter of Life and Death” e “The Book of Souls” foram classificados como bons discos. Manu defendeu “No Prayer for the Dying” como um trabalho subestimado e relacionou sua rejeição ao contraste entre a sonoridade crua e o refinamento técnico construído pela banda. Também mencionou a abordagem mais agressiva e próxima do hard rock adotada por Bruce Dickinson no canto.
Em relação a “Fear of the Dark”, disse gostar inclusive de “Weekend Warrior”, mas apontou oscilação no meio do álbum, citando “From Here to Eternity”, “Fear Is the Key” e “The Fugitive” como faixas abaixo do nível do restante.
“The X Factor”, “The Final Frontier” e “Senjutsu” foram colocados em abaixo da média. Na avaliação de Manu, “The X Factor” começa com três músicas fortes e perde rendimento a partir de “Fortunes of War” e “Look for the Truth”. Ele também citou “Judgement of Heaven” e “2 A.M.” entre as faixas de que gosta, mas criticou a introdução de baixo de “Blood on the World's Hands”. “É um disco que, no todo, é abaixo da média, apesar de ter algumas músicas muito boas”, explicou.
“Virtual XI” foi o único álbum no fundo do poço. Manu reconheceu potencial desperdiçado em “When Two Worlds Collide” e “Lightning Strikes Twice”, mas atribuiu parte dos problemas à produção de Steve Harris e ao impacto no trabalho vocal de Blaze. Ao final do vídeo, convocou o público a publicar nos comentários as próprias listas.


