BRASÍLIA — A área sob alerta de desmatamento na Amazônia aumentou 10,8% em agosto deste ano, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os dados são do Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e foram divulgados nesta sexta-feira, 11.
O monitoramento registrou 358,06 km² de área desmatada na Amazônia em agosto deste ano, contra 319,32 km² no mesmo mês do ano passado. No acumulado de janeiro a agosto, porém, houve redução de 30,7% nos alertas em relação ao mesmo período anterior. A área sob alerta nesse intervalo somou 2.041 km².
Entre agosto de 2025 e julho de 2026, a Amazônia teve a menor área sob alerta de desmatamento dos últimos dez anos. A série histórica começou em 2016. A meta estabelecida para o Brasil é chegar ao desmatamento zero até 2030.
A concentração dos índices mais altos no meio do ano costuma estar associada à seca na região amazônica, período em que o desmatamento tende a aumentar.
Cerrado registra queda nos dois recortes
No Cerrado, os alertas diminuíram tanto na comparação mensal quanto no acumulado do ano. Em agosto deste ano, a redução foi de 18,85% diante de agosto de 2025. A área sob alerta passou de 293,72 km² no ano passado para 238,35 km² neste ano.
De janeiro a agosto, o bioma acumulou queda de 7,4% em relação a 2025. Nos primeiros oito meses deste ano, 3.810 km² ficaram sob alerta de desmate. Nesta sexta-feira, 11, é celebrado o dia do Cerrado.
A redução do desmatamento no bioma é tratada como um desafio para as políticas públicas porque uma parcela significativa da supressão ocorre dentro da legalidade.
Para enfrentar o problema, cidades da região foram incluídas no Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia (PPCDam), que também abrange outros biomas do país, incluindo o Cerrado. Entre as medidas previstas estão fiscalização, incentivos e ações para que os municípios reduzam o desmate em seus territórios.


