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Unicórnio de aparência infantil conduz público a terror classificado como R nos EUA

Relatos nas redes sociais apontam que famílias deixaram sessões de Buddy após descobrirem o conteúdo violento do filme.

Unicórnio de aparência infantil conduz público a terror classificado como R nos EUA

A aparência de programa infantil é parte central da estratégia de Buddy, mas também teria levado famílias a entrar nas salas de cinema com crianças pequenas. Relatos de espectadores e funcionários publicados nas redes sociais descrevem pais que só perceberam a natureza do longa quando a exibição começou.

Algumas famílias teriam deixado as sessões e solicitado o reembolso dos ingressos. Ainda não há confirmação oficial das grandes redes de cinema de que os pedidos estejam ocorrendo em larga escala. As informações disponíveis vêm principalmente de publicações feitas por espectadores e funcionários.

Uma armadilha visual

A campanha do filme apresenta um grande unicórnio laranja sorridente, com elementos associados aos programas educativos para crianças dos anos 1990. A produção explora músicas, bonecos, cores e uma atmosfera alegre para construir a aparência de uma atração infantil. A inocência visual, porém, integra a proposta de horror do longa.

Nos Estados Unidos, Buddy recebeu classificação R. Pela regra, menores de 17 anos precisam estar acompanhados por um adulto. A justificativa inclui violência sangrenta, conteúdo relacionado a drogas e linguagem imprópria, com esses elementos envolvendo crianças. O filme também mostra mortes violentas, mutilações e outras situações destinadas ao público adulto.

A classificação e o conteúdo entram em contraste com a imagem do personagem que aparece no material de divulgação, cuja aparência pode lembrar figuras como Barney. A confusão também foi associada a outros lançamentos de Hollywood, entre eles Deadpool e a animação adulta Festa da Salsicha, que teriam levado parte do público a relacionar automaticamente super-heróis ou animações a produções infantis.

A história de Buddy

Dirigido por Casper Kelly, o longa acompanha um grupo de crianças preso no universo de um antigo programa de televisão chamado It’s Buddy!. No início, o ambiente é apresentado como alegre, com músicas, brincadeiras e lições educativas conduzidas pelo mascote Buddy. Aos poucos, o comportamento do personagem se torna perturbador, e o cenário passa a funcionar como espaço de violência e terror.

O elenco reúne Cristin Milioti, Topher Grace, Michael Shannon e Patton Oswalt. Keegan-Michael Key empresta a voz ao unicórnio.

Buddy chegou aos cinemas norte-americanos em 28 de agosto. O filme estreou acima das expectativas nos Estados Unidos e manteve força nas semanas seguintes, sendo apontado como uma das surpresas do terror em 2026. No Rotten Tomatoes, alcançou 87% de aprovação da crítica. O consenso destaca a transformação dos códigos alegres da televisão infantil em uma experiência assustadora.

A circulação dos relatos ampliou a atenção sobre a produção, mas não alterou a ausência de confirmação oficial sobre reembolsos em larga escala.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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