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Cifra Vermelha: Justiça decreta dez prisões e bloqueia R$ 28,1 milhões

Nova etapa investiga empresas de fachada e contas em nome de adolescentes usadas para ocultar recursos do tráfico em Goiás e no Rio de Janeiro.

Cifra Vermelha: Justiça decreta dez prisões e bloqueia R$ 28,1 milhões
Foto: Divulgação MPGO

A investigação da Operação Cifra Vermelha identificou o uso de empresas de fachada e contas bancárias abertas em nome de adolescentes para movimentar recursos atribuídos ao tráfico de drogas. Na segunda fase da ação, a Justiça decretou a prisão de dez pessoas e determinou o bloqueio de R$ 28,1 milhões.

Deflagrada nesta quinta-feira (10/9) pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), a operação alcança Goiânia, Aparecida de Goiânia, Palmeiras de Goiás e Presidente Olegário (MG). Somadas as duas fases, o valor sequestrado por ordem judicial ultrapassa R$ 56,9 milhões.

Como funcionava a movimentação

De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que conduz a investigação, integrantes da organização criminosa orientavam traficantes a depositar o dinheiro das negociações nas contas de empresas fictícias e de pessoas usadas como “laranjas”.

A estrutura, conforme o MPGO, dava aparência legal aos recursos e dificultava a identificação de sua origem. As contas registradas em nome de adolescentes também eram usadas para receber e movimentar valores relacionados à venda de entorpecentes.

O Gaeco afirma que o grupo investigado integra um braço financeiro do Comando Vermelho com atuação em Goiás e no Rio de Janeiro. O casal apontado como líder deixou Goiás depois da primeira fase da operação e se escondeu em uma comunidade fluminense sob influência territorial da facção. Os dois foram presos três meses depois e respondem atualmente a uma ação penal apresentada pelo MPGO.

A etapa deflagrada agora mira outras pessoas ligadas às lideranças. Segundo a investigação, elas participavam da ocultação de valores provenientes do tráfico e mantinham vínculos com a organização criminosa nos dois estados.

Denúncias e cumprimento das medidas

Na primeira fase, 11 pessoas foram denunciadas pelo MPGO e pelo Gaeco por integração a organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade documental. O Ministério Público informou que novas denúncias deverão ser encaminhadas à Justiça após a segunda fase.

A execução dos mandados teve a participação de promotores e servidores do MPGO, com apoio da Polícia Militar e da Polícia Penal de Goiás e do Gaeco do Ministério Público de Minas Gerais.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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