Cleitinho Azevedo, candidato do Republicanos ao governo de Minas, afirmou que, se for eleito, policiais militares não usarão câmeras corporais nos uniformes. A declaração, feita no primeiro debate entre os candidatos ao Palácio Tiradentes, provocou críticas de seguidores nas redes sociais.
O debate foi realizado pela Band Minas na noite de domingo (16/8). Ao apresentar propostas para a segurança pública, Cleitinho defendeu que os equipamentos sejam utilizados por fiscais do Estado, com o objetivo de monitorar abordagens que, segundo ele, humilham trabalhadores mineiros.
“Polícia não vai usar câmera. Quem tem que usar câmera mesmo são fiscais dos Estados aí”, declarou o candidato.
O trecho foi publicado posteriormente pelo próprio Cleitinho no Instagram. Até o fim da tarde de segunda-feira (17/8), a postagem reunia mais de 4 mil comentários e 37 mil visualizações.
Parte das críticas veio de seguidores que disseram apoiar o candidato. Usuários questionaram a retirada das câmeras dos uniformes e afirmaram que os equipamentos também podem proteger os próprios policiais. Uma seguidora disse ter votado em Cleitinho para senador e manter a intenção de votar nele para governador, mas considerou a proposta inadequada. Ela afirmou ter um irmão militar e que o marido já atuou como policial penal.
Outros comentários pediram que a decisão fosse discutida com a população. Seguidores questionaram se os mineiros preferem uma polícia sem registro das abordagens ou agentes equipados com câmeras nas viaturas e nos uniformes. Também houve quem classificasse as câmeras como um avanço.
A campanha informou que Cleitinho mantém a posição contrária ao uso de câmeras corporais pelos policiais militares. Na avaliação do candidato, os equipamentos poderiam prejudicar a atuação dos agentes em situações de confronto. Ele defendeu que o monitoramento seja concentrado nos presídios e em detentos que usam tornozeleira eletrônica, e não nos policiais fardados.
Segurança pública
A proposta foi apresentada no debate junto de um discurso de endurecimento no combate às organizações criminosas. Cleitinho afirmou que pretende reforçar a estrutura das forças de segurança estaduais e impedir o avanço de facções pelo interior de Minas Gerais.
O candidato também defendeu investimentos na Polícia Civil, sobretudo nas áreas de inteligência artificial e tecnologia, além do fortalecimento da Polícia Penal e da Polícia Militar. Segundo ele, as facções estão avançando para o interior do estado.
Ao tratar do enfrentamento aos criminosos, Cleitinho disse que não quer ver familiares de policiais mortos em confrontos. “Eu não quero ver mãe de policial militar chorando. Infelizmente, não quero ver mãe nenhuma chorando, mas, se for para chorar, vai ser a mãe do criminoso”, afirmou.


