Postagens sobre uma possível retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida provocaram aumento das críticas a Flávio Bolsonaro (PL) nas redes sociais. Levantamento da Palver registrou 735 menções ao assunto a cada 100 mil mensagens nesta sexta (25), diante de uma média de cerca de 40 nos dias anteriores.
A discussão ganhou força depois que a comentarista Maria Cristina Fernandes mencionou, no programa “Em Pauta”, da GloboNews, uma mobilização de evangélicos pela mudança do status da santa. Na edição da meia-noite, o canal publicou uma errata.
Flávio divulgou um vídeo em que negou apoiar qualquer proposta relacionada ao tema. O candidato atribuiu a circulação do conteúdo à “máfia do PT”.
O debate também recuperou o Projeto de Lei 2.623/2007, apresentado pelo então deputado Victorio Galli. A proposta buscava trocar a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos”, mas foi arquivada pelo Congresso em 2008.
Nas redes abertas, 73% das mensagens classificadas eram críticas a Flávio, e 27% o defendiam. A Palver excluiu os posts neutros desse cálculo; eles correspondiam a 28% da amostra.
Em grupos públicos de WhatsApp e Telegram, as críticas representaram 60% das mensagens, contra 40% de apoio. Nesses aplicativos, o pico chegou a 15 menções a cada 100 mil mensagens. Cerca de 37% das publicações afirmavam existir uma ameaça real ao título e associavam Flávio e a bancada evangélica à possível mudança, além de pedir que católicos não votassem no candidato.


