GOIÂNIA — Um delegado da Polícia Civil prendeu, na noite de quarta-feira (9), uma mulher suspeita de furtar objetos de um caminhão estacionado no Setor São Francisco, em Goiânia. A abordagem ocorreu após moradores do condomínio onde o policial mora informarem, por mensagens, que uma mulher reconhecida na região por suspeitas de furto havia entrado no veículo.
Carlos Eduardo Florentino da Cruz recebeu o alerta por volta das 22h45 e foi até o caminhão, onde encontrou a mulher. Conforme o delegado, ela tentou explicar que estava no veículo porque havia feito um programa com o motorista. Ao ser orientada a sair, pegou objetos que já tinha retirado do caminhão e correu.
O policial perseguiu a suspeita, alcançou-a e efetuou a prisão. Com ela, foram localizados uma sinaleira, o controle da plataforma do caminhão, um alicate, uma cinta laranja, um chapéu de palha e uma lanterna. Os itens pertenciam à proprietária do veículo.
Prisão e medidas cautelares
A mulher, de 34 anos, foi presa em flagrante por furto qualificado durante o repouso noturno. Informações encaminhadas à Polícia Civil indicavam que ela era conhecida por moradores das proximidades do condomínio e teria histórico de furtos e arrombamentos de veículos na região. Conforme registros mencionados no caso e informações da Justiça, são 27 passagens pela polícia.
Após a prisão, ela passou por audiência de custódia na quinta-feira (10). O Ministério Público defendeu a liberdade provisória com medidas cautelares, e a Defensoria Pública também pediu que a mulher respondesse ao processo em liberdade. A defesa informou ainda que ela tem histórico de internações psiquiátricas.
O juiz Flávio Pereira dos Santos Silva, de Aparecida de Goiânia, homologou o flagrante, mas não decretou a prisão preventiva. Na decisão, afirmou que não poderia tomar essa medida sem pedido do Ministério Público ou representação da autoridade policial.
A liberdade foi concedida com o uso de tornozeleira eletrônica. A mulher deverá manter endereço e telefone atualizados, não cometer novos crimes e avisar previamente à Justiça se precisar ficar fora da comarca por mais de oito dias. Também deverá ser encaminhada ao Serviço de Atendimento à Pessoa Custodiada (APEC), para acolhimento e encaminhamento à rede de proteção social.


