A Polícia Federal coletou material genético de Clarisse Cardoso para permitir futuras comparações de DNA nas buscas por seus filhos, Ágatha Isabelly e Allan Michael. O procedimento foi realizado na sede da Superintendência Regional da PF em São Luís, onde a mãe esteve acompanhada da advogada Nathaly Moraes.
A coleta continuará válida mesmo depois de a PF informar que os irmãos não estão entre as 163 crianças desaparecidas localizadas pela operação Statewide Shield, organizada pelo Estado da Flórida, nos Estados Unidos. Nathaly afirmou que o material poderá ser comparado com amostras de crianças encontradas em outros países.
“Não vamos parar. Eu só paro quando encontrar, quando tiver uma decisão definitiva”, disse a advogada, que também relatou manter contato com organizações não governamentais internacionais.
Recursos da Interpol
A Interpol ofereceu ferramentas para apoiar a investigação e as providências necessárias caso Ágatha e Allan sejam encontrados fora do Brasil. Os irmãos devem ser incluídos na lista amarela da organização, destinada a alertas internacionais sobre pessoas desaparecidas.
O Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal procurou Nathaly na terça-feira, 8, e colocou os recursos à disposição da família. Segundo a advogada, essas ferramentas também poderão auxiliar na repatriação das crianças.
Ágatha e Allan desapareceram em 4 de janeiro de 2026, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, no Maranhão, a cerca de 250 quilômetros de São Luís. Eles estavam com o primo Wanderson Kauã, de 8 anos, localizado vivo em 7 de janeiro.
A advogada informou ainda que os irmãos nunca tiveram documentos de identificação. A ausência dificultou o registro de dados em bases oficiais e a eventual comparação com crianças localizadas.
A Prefeitura de Bacabal declarou que mantém os esforços para contribuir com as buscas e a investigação. A administração municipal também informou que oferece acompanhamento social e psicológico à mãe e aos familiares, além de assistência aos moradores de São Sebastião dos Pretos, com atenção às crianças e aos adolescentes da comunidade.


