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PF descarta presença de crianças brasileiras em operação nos EUA

Polícia Federal informa que Ágatha e Allan não estão entre as 163 crianças localizadas na Flórida.

PF descarta presença de crianças brasileiras em operação nos EUA
Foto: Reprodução/Rede social

A Polícia Federal informou que nenhuma criança brasileira está entre as 163 localizadas pela operação Statewide Shield, conduzida pelo Estado da Flórida, nos Estados Unidos. O esclarecimento afasta, até o momento, a hipótese de que Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, estejam entre as crianças encontradas na ação. Os irmãos desapareceram em janeiro, em Bacabal, no Maranhão.

A operação foi divulgada pelo procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, em entrevista coletiva na quarta-feira, 2. A informação provocou especulações sobre a possível localização dos irmãos, que são procurados desde 4 de janeiro de 2026.

Pedido de cooperação internacional

Depois de tomar conhecimento da operação, a prefeitura de Bacabal informou ter encaminhado uma solicitação à Polícia Federal na terça-feira, 8. O município pediu que os canais de cooperação com a Interpol e com as autoridades dos Estados Unidos fossem usados para comparar fotografias e dados de Ágatha e Allan com os registros das crianças localizadas na Flórida.

A administração também solicitou a consulta dos nomes dos irmãos nos cadastros internacionais de pessoas desaparecidas. Clarice Reis, mãe das crianças, apresentou o pedido pessoalmente na sede da Superintendência da Polícia Federal, em São Luís, nesta quarta-feira, 9. Ela estava acompanhada da advogada Nathaly Moraes.

A Polícia Civil do Maranhão afirmou que não existe, até o momento, informação concreta de que Ágatha e Allan estejam fora do Brasil. “O alerta internacional não representa confirmação de localização no exterior nem alteração das linhas de investigação”, informou o órgão.

A Interpol ofereceu apoio às buscas, e o Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal colocou ferramentas da organização à disposição da família. Nathaly foi procurada pelo núcleo nesta terça-feira, 8. Esses recursos também podem auxiliar em uma eventual repatriação, caso os irmãos sejam encontrados em outro país.

Documentação e material genético

Segundo Nathaly, Ágatha e Allan nunca tiveram documentos de identificação. A ausência de registros teria dificultado a inserção das informações dos irmãos em bases oficiais e a comparação com dados de crianças localizadas.

A advogada afirmou que o material genético recolhido pela Polícia Federal poderá ser utilizado em buscas internacionais. Uma das providências previstas é comparar o material da mãe com o de uma criança localizada nos Estados Unidos. “Só vamos parar quando tiver uma decisão definitiva”, disse Nathaly.

Clarice declarou acreditar que os filhos estão vivos e foram sequestrados. Durante uma coletiva de imprensa, ela afirmou ter reconhecido semelhanças entre Michael e uma criança vista em fotografias: “Não dá para ter certeza, mas cada característica lembra o Michael”.

Nathaly também informou, em vídeo publicado nas redes sociais, que os irmãos devem ser incluídos nas categorias amarela e azul de avisos da Interpol. O aviso amarelo tem como finalidade contribuir para a localização de pessoas desaparecidas; o azul busca reunir informações sobre pessoas procuradas em investigações.

Ágatha e Allan desapareceram na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, a cerca de 250 quilômetros de São Luís. Eles estavam com o primo Wanderson Kauã, de 8 anos, encontrado vivo três dias depois, em 7 de janeiro.

A prefeitura afirmou que mantém as ações de apoio à investigação e às buscas. Também informou que continua oferecendo acompanhamento social e psicológico à mãe e aos familiares, além de assistência aos moradores da comunidade de São Sebastião dos Pretos, com atenção às crianças e aos adolescentes do local.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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