GOIÂNIA — A fumaça espalhada pelo pavimento levou moradores de um edifício no Setor Marista, em Goiânia, a deixar os apartamentos pelas escadas após o acionamento do alarme de incêndio. O fogo ficou concentrado no quarto do apartamento 2003, no 20° andar, mas o acesso à unidade e ao pavimento permaneceu restrito depois da ocorrência.
O incêndio começou por volta das 16h50, conforme o relato de uma testemunha que não quis se identificar. Comunicados da administração do condomínio informaram que a moradora ouviu um estalo e percebeu faíscas antes do início das chamas. A origem do fogo ainda será determinada por perícia técnica.
Fuga em meio à fumaça
Duas jovens que estavam no apartamento tentaram sair quando o alarme foi acionado. Como encontraram as áreas de circulação tomadas pela fumaça, retornaram ao imóvel depois que a visibilidade e as condições físicas pioraram. Uma delas relatou a situação em mensagens enviadas ao grupo de moradores: “Não dava para enxergar nada. Inclusive, descobri que entrei no apartamento do fogo achando que estava entrando na escada”.
As duas foram resgatadas pelo Corpo de Bombeiros e encaminhadas ao Hospital Albert Einstein para avaliação médica por inalação de fumaça. Segundo a moradora, elas permaneceram em observação e estavam bem.
A administração informou que as chamas não atingiram a sala nem a cozinha. Ainda assim, a quantidade de fumaça no pavimento provocou a evacuação do edifício. O Corpo de Bombeiros combateu o incêndio, vistoriou o prédio e liberou o retorno dos moradores às áreas consideradas seguras.
Saída pelas escadas
Jury Goldfeld, morador da cobertura situada no lado oposto ao apartamento atingido, afirmou que o alarme começou a tocar por volta das 16h50. Depois, o síndico avisou no grupo de moradores que o acionamento não era um teste e orientou a saída do edifício.
Goldfeld disse ter sentido apenas um leve cheiro de queimado em seu apartamento. Ele deixou o local levando os cães e desceu 32 andares pelas escadas. Durante a evacuação, houve movimentação e alguns idosos apresentaram cansaço. O morador também relatou a presença de resquícios de fumaça nas escadas, mas considerou a saída relativamente tranquila.
O prédio foi liberado posteriormente pelos bombeiros. O apartamento atingido e o 20º andar continuaram sob avaliação, com acesso restrito devido à fumaça e aos procedimentos de segurança. O laudo pericial ainda não foi concluído.
A administração informou que não houve interrupção do fornecimento de energia elétrica na unidade. Por isso, não é possível afirmar, neste momento, que o incêndio tenha começado por um curto-circuito na instalação elétrica.



