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Lito Sousa deixa livros, cursos e uma empresa voltada à aviação

Especialista em manutenção de aeronaves morreu aos 59 anos após diagnóstico de Creutzfeldt-Jakob, doença rara e sem cura.

Lito Sousa deixa livros, cursos e uma empresa voltada à aviação
Foto: Taba Benedicto/Estadão

Antes de se tornar conhecido pelo canal sobre aviação, Lito Sousa construiu uma atuação que combinava manutenção de aeronaves, formação profissional, produção audiovisual e livros. O empreendedor criou o Lito Group, empresa que reunia cursos, palestras, atividades corporativas e inspeção de peças de avião.

O grupo começou com um CNPJ e chegou a quatro. Entre os cursos oferecidos estavam formações para mecânicos, pilotos e comissários de bordo, além de uma pós-graduação em Engenharia Aeronáutica. Lito também criou uma formação para pessoas com medo de viajar de avião. Até o ano passado, a empresa tinha cerca de 20 funcionários contratados pelo regime CLT, além de profissionais chamados por projeto. A sede ficava em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Lito escreveu dois livros sobre o tema: “Onde Morrem os Aviões”, produzido pelo Aviões e Músicas, e “Medo de Avião Nunca Mais”, lançado junto a um curso livre para ajudar leitores a superar o medo de voar.

Da aviação ao audiovisual

Entre 2015 e 2021, Lito conciliou o trabalho na aviação com a produção de conteúdo para as redes sociais. Em 2021, passou a se dedicar somente ao audiovisual depois de perceber que o número de seguidores de seu canal havia ultrapassado o total da página da companhia onde trabalhava.

“Sou o mecânico de manutenção de aeronaves mais conhecido do Brasil”, afirmou Lito ao relatar a ideia de criar uma escola para formar profissionais da área. Em outra ocasião, contou que a mudança de carreira trouxe custos fixos elevados, incluindo despesas com funcionários.

Lito morreu nesta quinta-feira, 1º, aos 59 anos. A informação foi divulgada pelo perfil oficial dele no Instagram. Ele deixa a mulher, Mila, e um filho de sete anos.

Diagnóstico e morte

Lito havia sido diagnosticado com câncer de próstata neste ano, após uma alteração nos níveis de Antígeno Prostático Específico (PSA) identificada em exames de rotina. Uma ressonância magnética e uma biópsia confirmaram um carcinoma de risco intermediário-baixo, e ele optou pela prostatectomia.

Durante a preparação do tratamento, começaram sintomas neurológicos. Ele percebeu perda progressiva de controle motor no braço e na mão esquerdos enquanto digitava roteiros, seguida por dormência e falta de coordenação. Durante uma viagem aos Estados Unidos, a alteração postural e o comprometimento motor se intensificaram.

Lito buscou atendimento no Hospital Albert Einstein, na zona sul de São Paulo, e passou por exames para investigar a causa dos sintomas. Em agosto, recebeu o diagnóstico da doença degenerativa de Creutzfeldt-Jakob, rara e sem cura. Foram menos de dois meses entre o diagnóstico e a morte. Mesmo com a doença, tentou acessar tratamentos experimentais e dizia que o “jogo só acaba quando termina”.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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