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Mulher relata queimaduras e ferida após procedimento estético em Goiânia

Maria Aparecida Batista Moura afirma que teve bolhas, queimaduras e uma lesão profunda após levantamento das mamas com endolaser.

Mulher relata queimaduras e ferida após procedimento estético em Goiânia

A empreendedora Maria Aparecida Batista Moura, de 36 anos, relata ter sofrido bolhas, queimaduras e uma ferida profunda nos seios depois de passar por um procedimento estético com a fisioterapeuta Magda Oliveira da Silva. A profissional foi presa pela Polícia Civil em Goiânia, suspeita de causar lesões graves em pacientes durante intervenções invasivas.

Maria procurou Magda para realizar um levantamento das mamas com endolaser. O procedimento havia sido divulgado nas redes sociais e custava R$ 1,8 mil para mulheres que aceitassem participar como modelos e autorizassem o uso de imagens de antes e depois, sem exposição do rosto. A decisão veio após a indicação de uma amiga que já havia feito tratamentos com a fisioterapeuta.

Após enviar uma foto da região, Maria recebeu a confirmação de que poderia realizar o procedimento pelo valor promocional. Como estaria de folga, marcou o atendimento para 3 de setembro. “Eu já tenho um pouco de trauma sobre os meus seios. Tenho uma flacidez, então sempre quis realizar um sonho de levantamento de mama”, afirmou.

Dor e agravamento das lesões

Segundo Maria, o atendimento começou sem que fossem feitas marcações nos seios. Ela conta que recebeu anestesia local e, depois, uma substância cujo conteúdo não soube identificar. Em seguida, a fisioterapeuta teria utilizado um equipamento de laser na região.

A paciente afirma que sentiu muito calor durante a aplicação e teve dores intensas, mesmo sob anestesia. Ela diz que avisou Magda, mas o procedimento continuou após a aplicação de mais anestésico. Ao observar os seios no espelho, percebeu que estavam bastante machucados, mas acreditou que a aparência fazia parte da intervenção.

O atendimento terminou por volta das 20h. Na manhã seguinte, Maria acordou com bolhas e procurou a profissional para saber se a reação era esperada. De acordo com o relato, recebeu a orientação de que as bolhas eram normais.

Nos dias seguintes, as lesões se agravaram. Maria continuou trabalhando, mas passou a sentir desconforto, especialmente ao usar sutiã. Ela afirma que questionou se deveria se afastar das atividades e recebeu a orientação de continuar usando a pomada indicada, sob a justificativa de que a reação faria parte da recuperação.

A paciente diz que, mesmo seguindo as recomendações, não percebeu melhora. Segundo ela, a fisioterapeuta enviou imagens de outras pacientes com lesões após procedimentos semelhantes para indicar que aquela reação poderia ocorrer durante o processo de recuperação.

Ida ao hospital

Por volta do 14º dia após o procedimento, Maria enviou novas fotos à profissional. Dessa vez, segundo o relato, foi orientada a retornar ao consultório para continuar usando a pomada e receber pontos na região. “Ela disse que no sábado eu iria lá para ela fazer os pontos, que ia costurar, que não ia ficar uma ferida alargada, que era para eu não me preocupar”, relatou.

No dia seguinte, uma amiga mostrou as imagens a uma irmã médica, que recomendou que Maria procurasse um pronto-socorro e não voltasse ao consultório. A amiga também alertou para a possibilidade de infecção.

Maria procurou atendimento médico e, depois da avaliação, foi encaminhada para uma unidade especializada. Após aguardar por uma vaga, acabou transferida para uma unidade em Senador Canedo.

Durante o atendimento, ela soube que outras pacientes também haviam enfrentado complicações. Depois da prisão da fisioterapeuta, teve contato com relatos semelhantes e entrou em um grupo que reúne 25 possíveis vítimas.

Investigação

A Polícia Civil prendeu Magda Oliveira da Silva na última segunda-feira (21), em Goiânia. A investigação identificou, até o momento, sete vítimas. Os relatos envolvem procedimentos nas regiões íntima, facial, glútea e mamária, com menções a queimaduras, cortes, sangramentos, infecções, necrose, perda de tecido e cicatrizes.

Também foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em locais ligados à fisioterapeuta. Os agentes recolheram celulares, documentos e medicamentos. A corporação informou ter encontrado produtos vencidos e constatado que o local não tinha licença sanitária para funcionar.

Maria afirma que ainda tenta assimilar o que aconteceu e que demorou a buscar atendimento por confiar nas orientações recebidas. Ao conhecer os relatos de outras mulheres, passou a questionar a decisão de realizar o procedimento e diz que ficou especialmente impactada por ter mostrado a gravidade da lesão à profissional e, ainda assim, ter sido orientada a retornar para receber pontos.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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