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CEI de Goiânia pede investigação de presidente da Equatorial por morte de adolescente

Relatório recomenda apuração sobre possível falha de gestão e eventual religamento de rede durante acidente que matou Nathaly Rodrigues.

CEI de Goiânia pede investigação de presidente da Equatorial por morte de adolescente
Foto: reprodução

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) dos Fios Soltos da Câmara Municipal de Goiânia recomendou, na tarde desta quarta-feira (30), que a Polícia Civil investigue Lener Silva Jayme, presidente da Equatorial Goiás, pela morte da estudante Nathaly Rodrigues do Nascimento, de 17 anos. O relatório também admite a possibilidade de indiciamento, caso sejam identificados elementos de culpa, omissão relevante, conhecimento prévio do risco ou falhas de governança atribuíveis ao dirigente.

Nathaly morreu em 23 de setembro de 2025, depois de receber uma descarga elétrica na Rua 20, no Centro de Goiânia. A via estava alagada durante uma forte chuva. Um amigo que a acompanhava também sofreu um choque, mas sobreviveu.

A comissão recomendou que a Polícia Civil solicite à concessionária documentos técnicos relativos ao dia do acidente. A lista inclui registros de operação, ordens de serviço, relatórios de manutenção, alarmes, comunicações internas, histórico de desligamento e religamento da rede e dados sobre a cadeia de comando.

Um dos objetivos é esclarecer se o circuito foi religado ou reenergizado enquanto o cabo permanecia rompido, submerso ou em condição de risco. A CEI afirmou não ter comprovado essa hipótese durante os trabalhos e, por isso, pediu que a investigação criminal examine o caso. Se a ocorrência for confirmada, o relatório recomenda identificar quem decidiu, autorizou, executou ou supervisionou o procedimento, com apuração para eventual enquadramento, em tese, como homicídio culposo. A definição sobre crime e responsabilização caberá às autoridades responsáveis pela investigação.

A CEI também recomendou que o relatório seja enviado ao Ministério Público de Goiás, à Polícia Civil, à Agência Nacional de Energia Elétrica e à Agência Nacional de Telecomunicações. O objetivo é ampliar a análise sobre a atuação da Equatorial e de empresas que utilizam os postes de Goiânia.

A relatoria sustentou que a concessionária deve ser examinada nas esferas civil, administrativa e regulatória. Entre os pontos citados estão milhares de irregularidades notificadas, a falta de comprovação de que todas foram corrigidas e mecanismos preventivos de fiscalização em campo considerados insuficientes. O documento também atribui à empresa deveres de gestão, fiscalização, controle, notificação, segurança e resposta emergencial relacionados à infraestrutura elétrica.

Imagens de uma câmera de segurança registraram Nathaly caindo após pisar em uma poça de água na Rua 20. Conforme o Corpo de Bombeiros, ela estava em contato com uma fiação de média tensão quando as equipes chegaram. A Polícia Militar, junto com a Equatorial, isolou a área, e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência confirmou a morte no local.

A estudante cursava o 2º ano do EJA e voltava do trabalho para casa quando foi atingida. O velório e o sepultamento ocorreram em Bonfinópolis, onde ela morava com os pais. A Equatorial informou, à época, que havia adotado medidas de segurança e que acompanharia a investigação das causas. A empresa foi procurada por e-mail para comentar a recomendação e ainda não havia respondido.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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