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Investigação aponta desvios em carteira de 49 imóveis administrada por corretor em Goiânia

Roger Kogi Tabata foi preso preventivamente e é investigado por desvios de aluguéis, cobranças irregulares e furto de eletrodomésticos.

Investigação aponta desvios em carteira de 49 imóveis administrada por corretor em Goiânia

A administração de uma carteira com 49 imóveis está no centro da investigação que levou à prisão preventiva do corretor imobiliário Roger Kogi Tabata. A empresa que o contratou identificou divergências na gestão dos contratos e afirma que seis vítimas tiveram prejuízos superiores a R$ 1,1 milhão.

A relação profissional começou em 2019. No início, Tabata administrava apenas parte das propriedades, mas depois passou a responder por toda a carteira. As primeiras inconsistências foram encontradas no fim de 2021. Entre elas estava a suspeita de que o corretor se apresentava aos inquilinos como proprietário dos imóveis, embora exercesse a função de administrador.

O contrato foi encerrado em novembro de 2022, depois que a empresa constatou a falta de repasses de aluguéis aos donos das propriedades. A apuração interna apontou ainda cobranças de seguro contra incêndio sem documentos, retenção de valores destinados ao condomínio e ao IPTU e repasses incompletos de cauções pagas pelos moradores.

Suspeita envolvendo eletrodomésticos

A equipe jurídica da empresa afirma que Tabata também teria alugado um apartamento para o próprio companheiro. Depois da desocupação, os dois teriam retirado eletrodomésticos pertencentes à empresa do imóvel administrado pelo corretor.

Outra suspeita é a de que o investigado recebeu cheques pré-datados de moradores e os utilizou para obter dinheiro com empresas de factoring. Essas empresas antecipam valores a receber, como cheques, mediante pagamento imediato.

Operação e novas vítimas

A prisão ocorreu nesta segunda-feira (28), durante a Operação Broker Scammer, deflagrada pela Polícia Civil. De acordo com a corporação, o caso começou a ser investigado há cerca de três meses, após uma denúncia de que o administrador teria retido aluguéis, cobrado garantias inexistentes e exigido pagamentos antecipados de inquilinos.

Além da prisão, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao corretor. A Polícia Civil autorizou a divulgação do nome de Tabata para tentar localizar outras possíveis vítimas.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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