GOIÂNIA — Notebook, pendrive e celular apreendidos na residência de um bancário serão submetidos a perícia pela Polícia Civil. Os equipamentos podem ajudar a esclarecer se imagens registradas por uma câmera instalada em um mictório de academia foram compartilhadas com outras pessoas.
Investigação sobre as gravações
O suspeito é cliente de uma unidade de uma rede de academias no Setor Bueno, na capital goiana. A polícia apurou que várias pessoas que utilizaram o mictório foram gravadas. Para os investigadores, o número de vítimas indica um padrão de comportamento.
A câmera foi localizada e apreendida nesta terça-feira, 22. Na mesma data, a Polícia Civil deflagrou a Operação Voyeur e realizou buscas no imóvel do bancário, no Setor Marista. Conforme os policiais, ele teria confessado ter colocado o dispositivo no local.
A investigação agora tenta determinar se o conteúdo armazenado foi enviado a terceiros. O compartilhamento de imagens de cunho sexual sem o consentimento das vítimas é crime e prevê pena de reclusão de 1 a 5 anos. A eventual divulgação pode agravar as imputações contra o investigado.
O nome do bancário não foi informado pela polícia, o que impediu o contato com a defesa. A academia foi procurada e ainda não havia respondido.


